quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Vit. Setúbal e os princípios de jogo


Olhando para este Vitória de Setúbal de Bruno Ribeiro, que conseguiu inverter a tendência, na época passada, e registar alguns resultados interessantes, a verdade, é que olhando para a constituição do plantel e observando a pré-época dos sadinos, vemos alguns problemas claros na sua constituição.

Velhos são os trapos. E no futebol ainda mais. O Setúbal conta com a experiência de Ricardo Silva (35 anos), Anderson do Ó (30 anos), Zé Pedro (32 anos), Hugo Leal (31 anos), Neca (31 anos) e Cláudio Pitbull (29 anos). Uma base experiente e sólida com muitos anos de 1ª divisão. Mas isso não chega.

O Setúbal jogando num sistema assente no 4-3-3 (com Hugo Leal a 6, Neca e Zé Pedro como Interiores), com o triângulo invertido, apresentando um 6, e 2 interiores, tem de ter muito mais dinâmica e intensidade desse sector. Mesmo que Pitbull baixe em apoio frontal para a zona de construção, o Setúbal apresenta grandes lacunas em transição ofensiva, a sua grande arma perspectivável, sobretudo.

Observando os princípios ofensivos, em termos de progressão, é demorada, Neca, Hugo Leal e Zé Pedro demoram muito a acelerar o jogo e são raros os movimentos que executam em penetração (princípio específico), a cobertura ofensiva demora, pois são lentos a reagir, espaço não pode ser largo e profundo, pois abre muito espaço no corredor central que ambos os três médios têm dificuldade em explorar, pela falta de mobilidade.

Defensivamente, a condição física, ou falta dela, sobretudo em ocupar rapidamente a zona desprotegida em pressão, ou o equilíbrio defensivo, faz deste Setúbal uma equipa desprotegida e facilmente atacável nos 3 corredores do jogo.

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