quarta-feira, 8 de agosto de 2012

Prospecção: Ogihara



O apetite pelo mercado asiático começa a ser cada vez maior. Contudo, está a cair o mito que o mesmo se deve, apenas, a questões comerciais e de exponenciação de marketing. Exemplo disso mesmo é a selecção olímpica japonesa, cheia de jogadores com qualidade e que merecem um olhar mais atento. É o caso deste Ogihara. Jogador cerebral do meio-campo japonês, é um pêndulo de todas as acções das fases de jogo dos japonenses. Primeira referência na zona de construção, pé esquerdo de elevada qualidade, procura jogar prático e quase sempre bem. Joga a um, dois toques, mas gosta de se incorporar em acções ofensivas. Denota ainda uma cultura táctica e posicional interessante. Dada a sua idade e compleição física, aliada a uma margem potencialmente elevada, não deve demorar a saltar para a Europa.

Nacionalidade: Japão
Data de Nascimento: 05-10-1991 (20 anos)
Altura/Peso: 180 cm / 63 kg
Posição: Médio Defensivo
Clube: Cerezo Osaka (Japão)

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2012              C.Osaka                17                    1
2011              C.Osaka                13                    4

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Montpellier: Uma questão de identidade


Numa altura em que o futebol mundial vai sendo invadido pelas novas tendências económicas e desportivas, em que as empresas de investimento tomam posse dos clubes e investem neles, à procura de os tornar uma referência, esta é uma discussão que está muito em voga nos dias de hoje e faz algum sentido olhar para ela. Podia ser feita uma retrospectiva daquilo que está a acontecer em Málaga, onde os habitantes daquela cidade não esparariam ver o seu clube a ingressar na Liga dos Campeões, fruto do investimento do dinheiro árabe, ou do renascimento do gigante adormecido Paris St Germain que se assume actualmente como o clube mais poderoso do Mundo. É que já nem o Manchester City, recuperado pelo mesmo dinheiro árabe, parece ter andamento para as loucuras de mercado dos franceses e, estabilizou as suas compras, depois de ter gasto quase 500 milhões de euros, num espaço de tempo curto, naquilo que foi a expansão de um clube, então refugiado ao potencial e rendimento do rival de Manchester, o United.

Mas hoje, o que me leva a escrever, é uma questão muito delicada. Envolve investimento. Aposta na formação. Aposta no produto nacional. Boa gestão e organização. Factores fundamentais, claro, difíceis de dissociar da ideia do adepto de futebol, mas quase impossíveis de os interligar. O Montpellier, veio, na época passada, e num mercado com concorrentes de peso (PSG, Marselha, Lyon, Lille), dar um exemplo claro daquilo que pode ser a gestão bem operacionalizada de um clube de futebol.

Chegámos ao final e viu-se festa. O clube da cidade francesa, fundado apenas em 1974, sagrou-se pela primeira vez na sua história campeão de França, quando em 2009 andava pela 2ª divisão do campeonato. O presidente do clube apostou em Rene Girard para comandar a equipa e construí-la à sua imagem. Fundamentalmente deu-lhe tempo e liberdade para colocar o seu plano em prática. Desde logo a aposta no perfil de Girard, um ex-técnico das selecções jovens francesas, portanto um homem apto a trabalhar jovens talentos e poder rentabilizar o investimento feito nos mesmos.

Logo na sua primeira época, apostou, da formação do clube, em alguns jogadores que se viriam a revelar fundamentais para o seu sucesso. Foram eles Yanga-Mbiwa, Stambouli, Cabella e Belhanda e ficou logo no 5º lugar. No ano seguinte voltou a manter a aposta na prata da casa, tendo terminado numa modesta 14ª posição. A confiança e o crédito manteve-se. O perfil estava encontrado e era uma questão de tempo, acreditavam todos.

Nesta época que agora findou, o clube francês, dos 18 jogadores mais utilizados ao longo do ano, que lhe valeu o seu primeiro título francês, 7 foram produtos da formação do clube, 7 foram recrutados fora (como Giroud), mas os dois mais caros, juntos, custaram 4 milhões de €, e mais 4 reforços a custo 0. A base estava montada, e em termos de contratações, o plantel custou 7 milhões de € nessa época.


O onze titular era quase sempre o mesmo, com uma base bastante bem definida. O guarda-redes Jourdren era da formação do clube. Bocaly aparece no futebol senior no Montpellier. Yanga-Mbiwa, da formação, era o esteio defensivo. O interior Stambouli era outro produto da formação. Belhanda, Saihi e Ait-Fana, outros três produtos da formação. E as cartas todas lançadas na contratação de um jogador às divisões secundárias: Olivier Giroud, que aqui falei dele quando ainda se encontrava no Tours, tendo sido transferido este ano para o Arsenal.

O Montpellier fez um percurso impressionante, mesclando um plantel com experiência, e uma base jovem, irreverente, ambiciosa e de muita qualidade, e construiu um grupo sem grandes nomes, mas muito rendimento e, acima de tudo, bastante aceitação dos papéis de cada um, construindo uma filosofia e identidade bem patentes num trabalho fantástico do técnico francês Girard.

Construir um grupo vencedor está muitas vezes, ou quase sempre, associado aquilo que são os valores de grupo, aceitação dos seus elementos, e ambição dos mesmos. O Montpellier exempleficou na perfeição o que significa a mentalidade de um clube, direccionada para a sua identidade, que lhe permitiu, com tempo de espera, com confiança e com uma boa gestão e rentabilização de activos, fazer a Europa render-se aos seus resultados.

Prospecção: Jeremain Lens



Preparem-se para o grande ano de Jeremain Lens na Eredivise. Este holandês que apareceu no AZ Alkmaar, com Van Gaal, tem tido uma ascenção bastante interessante e que revela a margem de progressão que vem evidenciando. Este parece ser o ano do tudo ou nada para ele, no que a uma transferência para um clube de outra nomeada europeia diz respeito. Assume-se como uma das referências dos holandeses do PSV, a dar de Winaljdum e Toivonen, mas com características para poder jogar pelo corredor central no apoio a um jogador de área, mas especialmente nos corredores, em constantes movimentos e penetrações interiores. Tem uma velocidade de ponta, tanto em progressão com bola, como em movimentos de ruptura sem ela, forte na finalização e, essencialmente, muito forte fisicamente. É difícil pará-lo. Este é o seu ano. Vamos ver até onde pode chegar.



Nacionalidade: Holanda
Data de Nascimento: 24-11-1987 (24 anos)
Altura/Peso: 178 cm / 80 kg
Posição: Extremo Direito/Esquerdo/Avançado
Clube: PSV

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2011/12             PSV                  46                   18
2010/11             PSV                  46                   13
2009/10         AZ Alkmaar           28                   16
2008/09         AZ Alkmaar            8                     1

Prospecção: André Claro



Este jovem formado no FC Porto está a crescer a pulso, no panorama das divisões secundárias em Portugal, e parece estar a fazê-lo de forma muito sustentada e com grande regularidade. Terminou a formação no dragão e à imagem de tantos outros, seguiu o seu caminho, sem ligação ao clube de sempre. Continuou pelo Norte, tendo despontado para o futebol dos adultos no Famalicão, com duas épocas onde se revelou uma das principais figuras dos nortenhos. Claro é um avançado moderno, com alguma robustez física, gosta de jogar nos corredores ou na frente de ataque. Procura bem o espaço, é veloz e com qualidade técnica para situações de um-contra-um. Deu o salto este ano para as ligas profissionais e promete um ano de estreia a grande nível. Não deve continuar muito mais tempo no anonimato.

Nacionalidade: Portugal
Data de Nascimento: 31-03-1991 (21 anos)
Altura/Peso: 179 cm / 71 kg
Posição: Extremo Direito/Esquerdo/Avançado
Clube: Arouca

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2011/12         Famalicão              30                   10
2010/11         Famalicão              31                   14

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Prospecção: Kuca



As divisões secundárias da zona norte têm sido pródigas no lançamento de jogadores de valia para a primeira liga. Mais atenção deve ser dada, aqueles que de fora aparecem, e singram de imediato, fazendo chamar a atenção de outros nomes em relação às suas mais valias. É assim que se define Kuca. Extremo, ou apoio do avançado, a jogar pelo corredor central, é um autêntico desequilibrador, pela sua velocidade e leque de dribles. Tem feito a cabeça em água aos defesas com que tem jogado, e há quem garanta que não demorará muito a chegar à 1ª Liga. Parece ser um valor seguro, com muito futebol para dar a exigências mais altas. Ouviremos falar dele em breve.

Nacionalidade: Cabo Verde
Data de Nascimento: 02-08-1989 (23 anos)
Altura/Peso: 181 cm / 63 kg
Posição: Extremo Direito/Esquerdo/Avançado
Clube: Desp.Chaves

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2011/12        Desp.Chaves         9(5)                   7
2011/12        Mirandela              14                      7
2010/11        Mirandela              17(10)               4

O outro fenómeno: Luc Nilis


Já ouviu falar em Luc Nilis? Ronaldo e Nistelrooy, dois dos melhores avançados de sempre do futebol, apresentam-no como um dos melhores com que já jogaram. Segundo ambos, foi o jogador que mais prazer tiveram em partilhar o ataque das suas equipas, a mesma, neste caso: PSV da Holanda. A verdade, é que tanto o brasileiro como o holandês tiveram uma carreira brilhante, enquanto Luc Nilis foi vivendo no anonimato, numa liga com menos expressão do que as outras, que lhe permitiu brilhar a grande altura e fazer crescer o rendimento dos seus companheiros.

Luc Nilis define-se numa só palavra: classe. Jogador de infindáveis recursos técnicos, jogava no ataque, mais solto, vagabundeando pela frente de ataque, apoiando os corredores e o elemento mais fixo da fase ofensiva. Tornou-se um jogador de trabalho, de criação de espaços, mas acima de tudo, de momentos mágicos. A sua sublime capacidade de execução valeram-lhe alguns dos golos mais bonitos marcados pela Europa nos anos 90. Aliás, o seu rendimento, fica patente nos números que atingiu.

Iniciou a carreira ao serviço dos belgas do Winterslag, saindo para o todo poderoso Anderlecht, onde se afirmou definitivamente e lhe valeu a transferência para o PSV. Foi nos holandeses que o seu futebol se tornou conhecido, atingindo números dignos de um dos melhores avançados da década de 90. Foi duas vezes melhor marcador do campeonato (1996 e 1997), e uma vez melhor jogador da Liga (1995). Quando a sua carreira prometia poder atingir uma expansão igual à dos companheiros que ajudou a brilhar, aquando da sua transferência para o Aston Villa, partiu a perna no 3º jogo e terminou a carreira. Actualmente é treinador das camadas jovens do PSV.


Nacionalidade: Bélgica
Data de Nascimento: 25-05-1967
Altura/Peso: 185 cm / 76 kg
Posição: Avançado

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2000               Aston Villa             3                      1
1994/00          PSV                     164                  110
1986/94          Anderlecht            224                  127
1984/86          Winterslag              47                   17

Melgarejo a lateral


Melgarejo impressiona. Tornou-se evidente, pela época que fez no Paços, que se trata de um jogador com muito para dar ao futebol português. No Benfica, encontra algo totalmente novo. Modelo de jogo. Disposição dos adversários. Exigência competitiva. Jesus reconhece-lhe o talento e tornou-o numa das polémicas de pré-época deste Benfica ao estar a querer torná-lo lateral esquerdo. Melgarejo não é um jogador muito forte tecnicamente, a nível da recepção e da condução. Também em termos de drible não é nada de especial. Contudo, é fortíssimo na velocidade, especialmente de ponta. Acelera bem, mas é com metros para correr que faz essa diferença. 

E, como extremo, no Benfica, poucas seriam as vezes que teria esse espaço, poucas as vezes que não jogaria 1x2, com superioridade para o adversário, e que teria espaço, sobretudo, para poder correr pelo corredor. A adaptação de Jesus parece formidável se, e se, o paraguaio for inteligente e conseguir reter com brevidade as noções defensivas e posicionais que terá de aprender, pode rapidamente assumir-se como  lateral esquerdo titular do novo Benfica. Jesus pode até não conseguir. Mas se o fizer, Melgarejo tem talento que sobre para se assumir como um dos melhores do campeonato naquele lugar, e ambicionar outros voos.

3 anos a falar de futebol


Este blog caminha para o seu terceiro ano de existência. Nem sempre, por motivos profissionais, foi possível mantê-lo actualizado com regularidade. Contudo, é muito interessante observar as estatísticas de visualizações, que dizem que mesmo quase um ano após o ultimo post escrito, o mesmo continua a ter uma média diária de visitas bastante interessante.

Um dos temas que me tem levado a escrever, é a prospecção de jogadores. Não necessariamente com algum critério de compra, para determinados clubes ou possibilidades, mas sim numa perspectiva global de olhar aqueles que pelo seu talento mais qualidade vão acrescentando no futebol actual. Interessante também, torna-se, esta lista de atletas que referenciei, e passados todos estes meses, onde estão, e de que forma, nos seus clubes. Vamos ver:

Dezembro 2009 falei em:

Gervinho do Lille. Está no Arsenal.

James Rodriguez, do Banfield. Actualmente encontra-se no FC Porto, como um dos mais cotados atletas da sua posição a nível nacional.

Alex Teixeira, do Vasco da Gama. Actualmente brilha na Ucrânia ao serviço do Shakthar.

Romelu Lukaku, do Anderlecht. Actualmente está no Chelsea.

Olivier Giroud, do Tours. Actualmente, e depois de ser campeão francês pelo Montpellier, transferiu-se para o Arsenal de Wenger.

Javier Hernandez, do Chivas. Actualmente é uma das figuras do Manchester United.

Rudnevs, do Zalaegerzseg. Actualmente está no Hamburgo da Alemanha.

Hazard do Lille. Novo reforço do Chelsea.

Lodeiro, do Montevideo. Actualmente no Ajax.

Aleksic, do Vojvodina. Actualmente encontra-se no St Etienne, histórico francês.

Doumbia, do Young Boys. Brilha pelo CSKA da Rússia.

Franco Jara, Arsenal Sarandi. Depois de Benfica, está no San Lorenzo.

Seferovic, Grasshopers. Actualmente está na Fiorentina.

Diego Lopes, juvenil do Benfica. Actualmente no Rio Ave.

Bruno Gama, Rio Ave. Reforço do Deportivo.

Yartei do Beira-Mar. Está no Sochaux de França.

Ruben Micael, Nacional. Está no Braga, depois de FC Porto e Atlético de Madrid.

Janeiro 2010 falei em:

Lucas Gaúcho, do São Paulo. Actualmente está no Espanyol.

Lewandowski do Lech Poznan. Brilha pelo campeão alemão Dortmund.

Bryan Ruiz do Twente. Cabeça de cartaz do Fulham de Inglaterra.

Djalma, do Marítimo. Actualmente no FC Porto.

Maio 2011 falei em:

Rudy, do Atlético CP. Brilha no Cercle Brugge da Bélgica.

Adriano, U.Madeira. Titular do Gil Vicente.

domingo, 5 de agosto de 2012

Prospecção: Avto


Atenção a este georgiano a jogar em Portugal. Veio para o nosso país aos 16 anos, e os problemas burocráticos adiaram a expansão deste talento não só em Portugal, como posteriormente em Espanha, onde esteve próximo de assinar pelo Getafe. Joga pelos dois flancos, é extremamente veloz e com um capacidades técnicas muito interessantes, gosta de assumir o jogo e chamar a si as decisões de um desafio. Este ano na Oliveirense, pode começar a sua ascenção.

Nacionalidade: Geórgia
Data de Nascimento: 03-10-1991 (20 anos)
Altura/Peso: 178 cm / 67 kg
Posição: Extremo Direito/Esquerdo
Clube: Oliveirense

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2011/12         Juv.Évora              27                     2
2010/11         Esp.Lagos           15(2)                  4

terça-feira, 31 de julho de 2012

Prospecção: Kensuke Nagai


Confesso que não me entusiasmava tanto por um jogador há algum tempo. Japonês da selecção olímpica, dizimou a defesa espanhola, e fez o mesmo contra os marroquinos. Tem um poder de aceleração fantástico, ao nível de top mundial. Para além da velocidade é muito agressivo sobre a bola, bom tecnicamente, e com um poder de resistência física fora do normal. Chega facilmente a zonas de finalização. Aposta muito interessante para qualquer equipa europeia.


Nacionalidade: Japão
Data de Nascimento: 05-03-1989 (23 anos)
Altura/Peso: 177 cm / 74 kg
Posição: Extremo Direito/Esquerdo/Avançado
Clube: Nagoya Grampus

Histórico:

Época               Clube               Jogos               Golos
2012         Nagoya Grampus      20(5)                  9
2011         Nagoya Grampus      13(21)                5

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Como jogou o Porto no Mónaco




Em pressão alta, com bloco subido e procurando recuperação de bola o mais rapidamente possível. Lembrando o que aqui escrevi sobre a forma como jogou o Real Madrid e em comparação...


"O Barça dava largura máxima, parecia quase uma equipa de futebol de 7 a sair desde o pontapé de baliza. Essas eram as duas únicas opções que o Real deixava livre, os 2 centrais. A partir daí, fechada todas as linhas. Não em basculação defensiva, mas sim subindo as várias linhas de pressão."


O Porto não. Procurava imediatamente subir os seus médios de forma a pressionar a saída de bola a partir do corredor central. Kléber saia ao central de um lado, quando havia variação, ou Guarín ou Moutinho pressionavam imediatamente tentando reduzir o tempo de decisão e procurando o erro. Boa estratégia e pensamento do treinador procurando que a bola fosse chegando consecutivamente em condições desfavoráveis aos médios do Barça. E também ao contrário do que fez o Real, o Porto defendeu em basculação defensiva, não jogando ao homem e anulando as opções através do homem, procurando através do espaço. Aqui o Barça sentiu-se mais à vontade pois o Porto procurou retirar profundidade, mas o Barça imprimiu largura, colando Dani Alves e Pedro em cima da linha lateral, obrigando o Porto e o seu bloco defensivo, caso os movimentos de equilíbrio não fossem suficientemente rápidos, a dar espaço para penetração através desse corredor.


"O Real procurou ganhar sempre a bola o mais à frente possível pois só assim conseguiria retirar metros e espaço para pensar ao Barça. O Barça é a melhor equipa do Mundo a jogar sob pressão. Mas sentiu muitas dificuldades. Erraram alguns passes (coisa rara) em transição e em organização. O Real recuperou muitas bolas dentro do meio-campo do Barça através da sua 2ª e 3ª linha de pressão."


O Porto não o conseguiu. Enquanto o Real procurou recuperar em todas as zonas do campo, dando menos ênfase ao corredor central em transição (defesas centrais), focando a sua área nos jogadores seguintes, da 2ª fase de construção, procurando então o desequilíbrio defensivo que o Barça poderia ter através da recuperação da 1ª zona de construção do Barça, o Porto tentou anular logo essa 1ª zona, pressionando os centrais, o que deixou a equipa mais exposta, menos junta, o que acabou também por dar mais espaço ao Barça para sair. Mesmo que o primeiro passe saia deficitário (o que aconteceu algumas vezes), a superior capacidade técnica e de movimentação de Dani Alves, Xavi, Iniesta, resolveriam os problemas.


"O difícil de tudo isto foi a forma como os jogadores se conseguiam manter próximos e com grande equilíbrio entre si. Raramente se desposicionaram. Quando recuperavam havia rapidamente junto a si várias opções de passe para sair rápido em ataque rápido."


O Porto também não o conseguiu. A linha defensiva esteve subida, mas a saída em pressão de um dos médios interiores, acompanhando o movimento do avançado, fez com que os extremos do Porto, o seu 6, e o outro interior, estivessem algo longe desses 2 primeiros elementos na saída de pressão. Foi uma zona desarticulada e sobretudo longíncua, o que fez com que sempre que houve recuperação de bola, em vez de passe de ruptura ou em apoio frontal, ou penetração, tenha existido quase sempre uma temporização, ou para trás, ou para o lado, o que fez com que o Barça rapidamente se posicionasse.

PS1: Não quero com este post dizer que o Porto deveria ter jogado como o Real, mas sim realçar que dentro do mesmo princípio, podem haver várias formas de o interpretar, através dos seus sub-princípios, e colocar em práctica a estratégia posicional dessa forma de jogar. A estratégia das equipas é sempre diferente, porque os jogadores são diferentes, as características diferentes, as necessidades diferentes, as armas e respostas diferentes, tudo isso diferente, mesmo defendendo as mesmas formas de jogar.

PS2: O Porto precisa de um avançado de topo, no imediato. Mesmo que Kléber venha a ser, daqui por 1 ou 2 anos, um grande avançado do nosso campeonato.

domingo, 21 de agosto de 2011

Onde estão e onde estarão...


Num país onde o talento nasce de dia para dia, o Brasil volta a ser campeão mundial de sub-20. Vamos para o plantel dos últimos vencedores pelo Brasil da segunda competição mais importante da FIFA.

2003:

Jefferson (Botafogo)
Dani Alves (Barcelona)
Alcides (Dnipro)
Adaílton (FC Sion)
Daniel Carvalho (Atlético Mineiro)
Dudu Cearense (Atlético Mineiro)
Adriano (Barcelona)
Juninho (Daegu depois de passagem pelo Nacional da Madeira)
Jardel (Caldense, passagem pelo Estrela e Penafiel)
Nilmar (Villarreal)
Kléber (Palmeiras)
Fernando (Ceará)
Andrey (Criciuma)
Coelho (Karabukspor)
Gabriel Santos (América Mineiro)
Renato Silva (Vasco)
Carlos Alberto (Góias)
Andrezinho (Internacional)
Fernandinho (Shakthar)
Dagoberto (São Paulo)

PS: Não se espantem os leitores que daqui por 8 anos, dos 28 jogadores que hoje disputaram a final do Mundial sub-20, apenas se lembre dos nomes de Mika, Danilo (Brasil), Philippe Coutinho, Óscar e Nelson Oliveira.