domingo, 7 de agosto de 2011

Portugal no Mundial sub-20

Não sei se reflexo daquilo que são muitos dos erros que aconteceram na formação em Portugal nos últimos anos, mas a verdade é que a geração que se encontra a disputar o Mundial da categoria é das mais fracas que Portugal conheceu nos últimos anos. Sim, a opinião é contra a corrente mas vejamos quantos são os jogadores daquele grupo que podem aspirar a uma carreira de dimensão, digo, sequer, média, a nível europeu.

Em zona de construção são muito poucos os recursos que esta equipa apresenta. Se Pelé erra quase tudo o que são acções técnicas de jogo, mesmo Danilo continua com alguns problemas a nível de posicionamento e, sobretudo, fraco no primeiro toque e passe, então deixemos que Saná, sem dúvida um talento, mas que estagnou aos 17 anos, assuma um futebol demasiadamente defensivo e de recurso ao jogo directo para criar problemas.

Desta Selecção podemos retirar:

- Caetano pela grande intensidade que coloca nas suas acções. Sempre em alta rotação, inteligente, muito forte sem bola, veloz, criativo.

- Nelson Oliveira, o maior talento dos últimos anos em Portugal. Tem tudo para atingir um patamar alto nos próximos 10 anos. Velocidade, técnica, fisicamente muito dotado, facilidade de remate. Contudo, nunca será um 9 puro.

- Mika, seguro, tranquilo, boas estiradas, capaz de assumir a liderança de uma equipa. Pode vir a ser uma boa surpresa.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Roberto


Em Maio...
"Roberto é um guarda-redes de equipa grande, com formação nesse sentido, mas ainda sem capacidade actual para se encaixar nesse papel. A forma como passa minutos atrás de minutos sem ser chamado a uma intervenção, faz baixar os seus índices de concentração e quem sabe colocar a nu algumas das suas lacunas a nível de posicionamento pois a fracção de segundos para se colocar em posição de intervenção no lance não são suficientes para ele (e nem sempre a sua presença física disfarça). Não concordo com quem diz que o Benfica está a trabalhar um jogador porque acredita que tem altura e perfil de guarda-redes de top, mas que o espanhol a nível técnico é fraco. Não concordo nada. Roberto a nível técnico é dos melhores guarda-redes da Europa e que passaram pelo Benfica depois de MPH. Só Enke rivaliza com ele. Roberto entre os postes é dos melhores guarda-redes que actuou nos campeonatos europeus este ano. Ágil, excelentes reflexos, um "monstro" no 1 contra 1. Tudo o que são bolas laterais, cruzamentos (essencialmente), remates, ou seja, todas as bolas que não em posição frontal, Roberto vacila. Há um jogo esta época de infeliz memória para os encarnados que deveria ser alvo de reflexão. Título do Porto, na Luz, a defesa que faz a terminar o jogo a uma investida de Cristian Rodriguez é monstruosa, e uma hora antes, numa bola de Guarin, faz um dos momentos mais incríveis que um guarda-redes teve na Luz. Falta de confiança? Então como superou o momento? Há algo mais que não bate certo."
Vamos esperar por nova época no Saragoça para tirar conclusões definitivas.

quarta-feira, 27 de julho de 2011

O Vit. Setúbal e os princípios de jogo


Olhando para este Vitória de Setúbal de Bruno Ribeiro, que conseguiu inverter a tendência, na época passada, e registar alguns resultados interessantes, a verdade, é que olhando para a constituição do plantel e observando a pré-época dos sadinos, vemos alguns problemas claros na sua constituição.

Velhos são os trapos. E no futebol ainda mais. O Setúbal conta com a experiência de Ricardo Silva (35 anos), Anderson do Ó (30 anos), Zé Pedro (32 anos), Hugo Leal (31 anos), Neca (31 anos) e Cláudio Pitbull (29 anos). Uma base experiente e sólida com muitos anos de 1ª divisão. Mas isso não chega.

O Setúbal jogando num sistema assente no 4-3-3 (com Hugo Leal a 6, Neca e Zé Pedro como Interiores), com o triângulo invertido, apresentando um 6, e 2 interiores, tem de ter muito mais dinâmica e intensidade desse sector. Mesmo que Pitbull baixe em apoio frontal para a zona de construção, o Setúbal apresenta grandes lacunas em transição ofensiva, a sua grande arma perspectivável, sobretudo.

Observando os princípios ofensivos, em termos de progressão, é demorada, Neca, Hugo Leal e Zé Pedro demoram muito a acelerar o jogo e são raros os movimentos que executam em penetração (princípio específico), a cobertura ofensiva demora, pois são lentos a reagir, espaço não pode ser largo e profundo, pois abre muito espaço no corredor central que ambos os três médios têm dificuldade em explorar, pela falta de mobilidade.

Defensivamente, a condição física, ou falta dela, sobretudo em ocupar rapidamente a zona desprotegida em pressão, ou o equilíbrio defensivo, faz deste Setúbal uma equipa desprotegida e facilmente atacável nos 3 corredores do jogo.

Prospecção Internacional (Extremos) - Carcela


Mehdi Carcela (Standard Liège)

Idade: 22 anos
Peso: 68kg
Altura: 175cm
Nacionalidade: Belgo/Marroquino

É caso para dizer que tão novo, a Bélgica perdeu mais um grande talento para a sua formação. Carcela optou pela nacionalidade marroquina e já é internacional por aquele país africano. Extremo de grande qualidade, pode ser um dos próximos a dar o salto do Standard, depois de Witsel.

O extremo formado no clube belga é uma das coqueluches da equipa. Jogá-lo é como ter um carro a alta cilindrada por qualquer corredor. Ambidestro, faz ambos os flancos com a mesma notoriedade. De grande rotação, uma alta mudança de velocidade, classe e poder de drible, foram os atributos que vem demonstrando no primeiro escalão belga onde na temporada passada, jogando sobre os flancos, apontou 13 golos. Não demora muito a dar o salto.


terça-feira, 26 de julho de 2011

Prospecção Nacional (Defesas) - Luis Dias


Luis Dias (Atlético CP)

Idade: 30 anos
Peso: 73kg
Altura: 176cm
Nacionalidade: Português

Depois de formação no Odivelas, com passagem pelos Juniores do Sporting, Luis Dias tem construído uma carreira em crescendo e que atingiu o seu auge no histórico da Tapadinha. Na temporada passada foi uma das grandes figuras dos alcantarenses na subida à Orangina e promete ser, de toda a prova, um dos jogadores em maior destaque.

Ambidestro, joga como lateral direito ou esquerdo, com igual competência. Jogador de grande rotação e intensidade, muito veloz, agressivo, culto tacticamente e com grande poder de antecipação, fruto da sua capacidade de aceleração. Tecnicamente é um jogador dotado, capaz de jogar no um contra um e desequilibrar em penetração ou procurando os apoios frontais.

Já jogou na Roménia, ao serviço do Gloria Buzau. Aos 30 anos e pelo futebol que apresenta poderá ter uma época de grande nível na Liga Orangina.


Relembrar...

Este blog já leva mais de 2 anos, e foram muitos os jogadores de quem falei na secção de Prospecção Nacional e Internacional. Vou tentar fazer um apanhado para relembrar a altura em que falei dos mesmos, e onde se encontram de momento.

Bony Wilfried, (Jan 11) - Sparta Praga para Vitesse

Robert Lewandowski, (Jan 10) - Lech para Dortmund

Ben Khalifa, (Jan 10) - Grasshopers para Wolfsburg

Seferovic, (Jan 10) - Grasshopers para Fiorentina

Franco Jara, (Dez 09) - A.Sarandí para Benfica

Doumbia, (Dez 09) - Young Boys para CSKA

Rudnevs, (Dez 09) - Zalaegerzseg para Lech

Javier Hernandez, (Dez 09) - Chivas para Man Utd

Dejan Lekic, (Dez 09) - Red Star para Osasuna

James Rodriguez, (Dez 09) - Banfield para FC Porto

Lodeiro, (Dez 09) - Nacional para Ajax

Formica, (Dez 09) - Newells para Blackburn

Otamendi, Velez para FC Porto

segunda-feira, 25 de julho de 2011

A Orangina (Belenenses)


O Belenenses volta a ter uma época onde só pode ser candidato à subida. Pelo seu historial, pela experiência do técnico, por grande parte do plantel ser transitório do ano anterior, e pelo investimento feito.

Ainda assim é uma equipa com lacunas, sem grandes rasgos criativos e ainda com muito trabalho pela frente. Nomeadamente em organização ofensiva são poucas as opções mecanizadas pelos jogadores, ainda à procura de conseguir aumentar o seu nível exibicional em relação a momentos anteriores.

Na baliza Coelho, emprestado pelo Paços de Ferreira, deverá ter tarefa difícil perante a concorrência do brasileiro Paulo César. No sector defensivo, Pedro Ribeiro, ex-Trofense, com formação no FC Porto, pode ser um dos líderes do grupo. Jogador de qualidade. Léo Kanu ex-Benfica não me parece que venha a ser opção. Fraco tecnicamente, denota problemas posicionais, é também lento de movimentos. Faz valer a sua estrutura física (1,96 cmg e 88kg) e pouco mais. André Pires, um dos produtos de mais valia da formação do Belém, tem ainda muito que trabalhar para ser uma opção clara do onze. Até para explicar isso o Belém acaba de garantir Igor Pita (ex-Nacional, Beira-Mar e Marítimo).

No sector intermediário, Rodrigo António, ex-Marítimo, pode assumir um papel de destaque, denotando ainda assim os problemas de dinâmica e intensidade de jogo que faz com que o Belém em transição ofensiva pareça uma equipa lenta sempre que a 1ª fase de construção começa na sua zona de acção. Zázá quanto a mim seria uma opção mais forte para o lugar de 6. Celestino e Miguel Rosa são dois jogadores para outras andanças e vão assumir papel fundamental na equipa.

Ofensivamente, atenção à irreverência e velocidade do ex-Junior Ricardo Viegas, mas será na já experiência de azul de Fredy e Abel Camará que o Belém procurará resolver problemas. Os reforços Tomané (ex-Sporting e Tourizense) e Maranhão procuram ser opções claras para o técnico José Mota.

À partida parece-me que as possibilidades de subida dos azuis do Restelo não são as maiores, ainda assim, a aposta na juventude portuguesa, aliada à experiência do seu treinador, fundamental para estas divisões, podem valer uma surpresa no final da temporada.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

O desarticulado campo curto do Benfica


"Defensivamente fomos muito mais capazes. Chegaram alguns jogadores que actuam nas devidas posições e isso notou-se".

A frase é de Jorge Jesus em comentário ao jogo de apresentação frente ao Toulouse.

Não concordo em nada com o treinador do Benfica. A equipa encarnada continua com muitos problemas no seu sector defensivo e esses mesmos problemas dependem exclusivamente das opções do técnico. E continua a ter 2 pontos chaves: falta de redução de espaços entre-linhas e pouca capacidade posicional da linha defensiva.

Se a importância de Javi Garcia na posição 6 era extrema, e continua a sê-lo, facilmente percebemos que não há nenhum jogador na equipa do Benfica capaz de compreender a necessidade posicional que um 6 de um sistema totalmente balanceado para o ataque e com os laterais a oferecer constante profundidade tem de ter.

O 6 neste Benfica tem de ser aquilo que é o médio espanhol. Um jogador de contenção, inteligente na fase ofensiva, que procure muitas vezes fazer uma linha de 3, com os laterais a fazer campo grande, mas essencialmente que em transição defensiva procure equilibrar a linha de 4, reduzindo os espaços no corredor central.

Quem vê este Benfica em transição defensiva é como ver um mapa da batalha naval com as águias a mostrar-nos a zona onde estão os submarinos. Nestes jogos de pré-época, qualquer que seja o jogador criativo da equipa adversária que consiga penetrar no corredor central, vê um Benfica demasiado preocupado em correr para trás, e pouco preocupado em fazer a saída ao portador da bola, fechando o corredor central, e eliminado as suas linhas de passe em rotura.

Chega a ser confrangedor o distanciamento que a linha defensiva tem do seu 6, ou do primeiro jogador que em transição defensiva venha a ocupar o espaço deixado pelo mesmo (entramos novamente no erro constante da época passada).

Olhando para o jogo de hoje com o Toulouse, percebe-se o porquê de Emerson ter feito, em todo o jogo, talvez, duas ou três recuperações de bola. O seu posicionamento esteve ao nível de qualquer Escola ou Infantil de um clube da AF Lisboa. Nunca fechou o corredor central. Raramente dobrou em cobertura defensiva o central do seu lado. Poucas vezes ganhou, pela inteligência, a posição. Hoje contra Hulk ou Varela o resultado era favorável em 9 em cada 10 arrancadas para os portistas.

1- Jesus tem de perceber rapidamente que Matic não é opção para a posição 6, apesar de ser um óptimo reforço, não tem cultura posicional defensiva para desempenhar papel tão importante de um sistema como este.

2- Emerson vai a tempo de melhorar, e muito, claro! Mas se Jesus dizia que ele valia pela sua capacidade defensiva, então nem preciso de ver mais nada do mesmo ofensivamente (Nem um treino fez, porque jogou? Com tempo parece-me ter potencial).

3- André Almeida não faz nada de correcto ao longo do tempo que está em campo. Vai ficar no plantel?

4- Este post não pretende justificar a falta de criatividade ofensiva e de opções que os jogadores detêm em campo na zona de decisão.

5- Javi García, Gaitán, Aimar, Witsel e Nolito são os 5 pilares do Benfica de momento. Se lhes juntarmos, Luisão, Garay, Maxi, Capdevilla, sobra apenas um elemento de campo para o onze. E eu apostaria ou Jara, ou Saviola.

quarta-feira, 20 de julho de 2011

A Orangina (Leixões)


Leixões - A força dos Bebés

O Leixões é, apesar da permanência ao longo dos anos pelas divisões secundárias do nosso futebol, um dos clubes mais acarinhados do norte do país. Uma força que os seus responsáveis quiseram agora recuperar com a aposta clara em produtos da casa. E com uma política que deveria ser seguida por alguns dos grandes. Se não reparem:

Para a baliza, tem 2 portugueses, formados no Leixões, e um brasileiro, Waldson, 21 anos, que se acredita poder ser uma mais valia. Sector defensivo conta com Zé Pedro e Paulinho (20 anos, vieram dos Juniores do clube depois de toda a formação no FC Porto), Nuno Silva (7 anos de casa), Nélson Sampaio e Sequeira (produtos dos Juniores do clube, resultantes da aposta do Dep. Prospecção) e Joel, aos 31 anos, com toda a formação no Leixões. Hanin, ex-jogador do Le Havre e William, recrutado ao Boavista, são os 2 estrangeiros do sector defensivo.

O sector intermediário é também elucidativo. Capela foi recrutado ao Milhoeirense. André Carvalho ao Varzim. Jean Sony cumpre o 4º ano de clube e Tiago Borges o 2º depois de formação no FC Porto. Pedro Santos recrutado ao Casa Pia continua a experiência em Matosinhos, a passo que Paulo Tavares, João Patrão e Pedro Seabra fizeram toda a formação no clube a que se junta o ex-junior Luís Silva.

Wesllem foi recrutado ao Penafiel. Diego Mourão ao Vizela e Hernâni ao União da Madeira. Fangueiro, produto da casa, continua, tal como Tiago Cintra, que fez toda a formação no Leixões até sair enquanto Juvenil para o FC Porto. João Beirão é outro ex-Junior com formação nos bebés.

No final do ano faremos contas.

O que nos diz a experiência da saúde financeira do Porto

Confesso que foi com alguma surpresa que vejo o FC Porto confirmar a contratação de Danilo por um valor de 13 milhões de €. Da mesma forma como ficarei surpreendido quando confirmarem oficialmente a compra de Alex Sandro por 9,5 milhões de €. Com isto, o FC Porto gasta quase o mesmo, com dois jogadores para o sector defensivo, que, por exemplo, o Benfica pagou por Witsel, Enzo Pérez, Bruno César e Garay... juntos!

Pode ser uma nova forma de o Benfica abordar as guerras de verão com os azuis e brancos. Inflacionando o passe de jogadores que, do meu ponto de vista, em nada viriam acrescentar mais valias desportivas aos encarnados.

Mas vai uma aposta que até final do Mercado o FC Porto igualará, ou mesmo duplicará, em vendas, o valor que agora dispendeu? Nomes: Álvaro Pereira, Cristian Rodriguez e Fucile. Secalhar Falcão.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Urretaviscaya


Testes a sério. Este não foi o primeiro. O primeiro acontece na Luz, num dia de chuva, sem extremos disponíveis, e com o uruguaio a rubricar uma grande exibição frente ao FC Porto. Hoje voltou, pela segunda vez, desde que Jesus é treinar, a integrar-se num grupo já rotinado e com experiência, excepção feita a Bruno César.

Tem sido uma odisseia a carreira de Urretaviscaya na Luz. Se o primeiro empréstimo ao Peñarol é discutível, o segundo ao Deportivo compreende-se e aplaude-se, novo empréstimo ao Peñarol é não mais se não voltar a atrasar a adaptação europeia do jogador. No meio desta indefinição, com o Benfica ao barulho, também, brilha pelas selecções jovens do Uruguai.

Novamente no Benfica, e numa pré-época carregada de jogadores, um dos destaques tem de ser ele. Pela diferença que trás à equipa. É o único extremo do plantel. Extremo na verdadeira acepção da palavra. Jogador vertical, de corredor lateral, predominância clara de linha, procura da linha de fundo e capacidade de servir os colegas na área.

Poucos existem na equipa com a sua velocidade. Ainda por cima Urreta vem mostrando também uma grande capacidade de jogar ao primeiro toque e procurar acelerar o processo ofensivo. Em transição está-se a revelar também importante pela forma como consegue rapidamente descortinar uma boa opção (a imaturidade leva-o por vezes a perder algumas bolas por ser prático nas suas acções).

Se compreendo a vinda de Witsel, claramente necessário, até pelo jogador que é, se Enzo Pérez é um jogador claramente mais, de qualquer equipa, já não se pode perceber a não permanência do uruguaio no plantel. Porque em qualquer que seja o sistema, ele cabe. Até porque é o único do plantel com características únicas para dar largura e profundidade ao jogo da equipa pelos corredores laterais. E se Jesus o pede em várias fases do jogo, tem de ter alguém que o faça.

Aimar é dono do 10. Witsel espreita, também podendo jogar na direita. Gaitán faz os 4 lugares ofensivos. Bruno César (que vem decrescendo) idem. Nolito na esquerda. Enzo Pérez na direita e também a 10. E Urreta, diferente de todos, ou na direita ou na esquerda. Há lugar para todos e tem de haver espaço para o uruguaio.

domingo, 17 de julho de 2011

Guadiana dia 3


- Dois Benficas. Um a partir de Witsel e Matic para a frente, e destes para trás. Uma linha ofensiva com qualidade técnica muito acima da média (o facto de não jogar Cardozo dá outra mobilidade e outra qualidade de movimentação à fase ofensiva do Benfica), com bons apontamentos, bom entendimento, bons lances, e uma linha defensiva fraca, para além de não ter rotinas a falhar situações básicas de ocupação de espaço.

- Urreta acaba por ser o melhor da segunda metade. Muito veloz, um quebra-cabeças para a defesa belga, apesar de algumas más decisões que resultaram em perdas de bola, fez um bonito golo, criou dois ou três lances de perigo para a sua equipa. Assim não se entende o seu empréstimo. Tem de ficar.

- David Simão adaptado não pode dar mais do que aquilo. Ainda assim, certinho, excelente lance na assistência para o golo de Urreta.

- Nolito e Aimar algo afastados do jogo. Ainda assim bons apontamentos quando chamados a intervir. Bruno César viu-se mais em decisões erradas do que outra coisa.

- Artur mostrou o que falei no outro dia. Lento de movimentos e pouco capaz no 1x0. Assim se viu no primeiro e segundo golo dos belgas. De qualquer forma seguro e sereno nas restantes vezes que foi chamado a intervir, muito bem em algumas acções na 2ª parte.

- André Almeida é muito fraco. Continua a fazer quase tudo mal. A atacar e a defender (inexistente). E Wass?

- Matic é reforço, já se sabia. No 4-4-2 que o Benfica apresentou na primeira parte ganha outra capacidade em progressão por não jogar a 6. No 2º tempo a sua capacidade física e inteligência posicional fizeram com que recuperasse inúmeras bolas.

- Witsel sem bola é um dos melhores dos últimos anos da Liga. Fantástico na cobertura ofensiva e equilíbrio, recuperou muitas bolas na primeira zona de construção dos belgas, tecnicamente dotado, muito bom na forma como protege a bola em progressão. É craque!

- Enzo Perez fez os melhores 45 minutos da pré-época. Muito veloz, aqui e ali com uma ou outra má decisão, mas outro portento físico para Jesus explorar.

- Gaitán é isto. Muita classe, excelente visão e leitura. Bons apontamentos ao nível do passe. Parece quase desaproveitado encostado ao corredor lateral.

- Jara tem de melhorar urgentemente no primeiro toque e depois será um dos melhores do Benfica. Saviola continua muito preso de movimentos, lento e pouco astuto nas decisões. De qualquer forma, capacidade de movimento e leitura posicional ao nível dos melhores do Mundo.