domingo, 15 de maio de 2011

Brasileirão: Nova Geração nº3


Nome: Oscar Junior
Idade: 19 anos
Clube: Internacional PA
Posição: Médio Ofensivo
Altura: 1,79 cm
Peso: 66 kg

Brasileirão: Nova Geração nº2


Nome: Leandro Moura
Idade: 18 anos
Clube: Grémio PA
Posição: Médio Ofensivo/Extremo
Altura: 1,77 cm
Peso: 71 kg

Melhor marcador do Grémio no Campeonato Gaúcho com 7 golos.

Brasileirão: Nova Geração nº1


Nome: Leandro Damião
Idade: 21 anos
Clube: Internacional PA
Posição: Ponta-de-Lança
Altura: 1,87 cm
Peso: 84 kg

52 jogos, 31 golos.

domingo, 8 de maio de 2011

Um Feirense a caminho dos grandes


Apesar da derrota esta semana em Penafiel por uma bola a zero, este Feirense caminha a passos largos para o convívio entre os grandes, assim mantenha a toada apresentada neste início de época. Liderando a Liga Orangina e com mais três pontos do que os 3ºs classificados, o conjunto orientado por Quim Machado parece muito bem encaminhado para a subida.

Equipa experiente, com alguns rasgos de juventude e, essencialmente, jogadores portugueses, com a adição de três brasileiros totalmente identificados com o nosso país, apresenta um modelo muito equilibrado e bastante interessante sob o ponto de vista da zona de decisão onde apresenta um avançado finalizador Roberto, e dois extremos, nacionais, com qualidade para jogar numa divisão superior.

Falo de Diogo Cunha, 25 anos, a cumprir a sua terceira época em Santa Maria da Feira, depois de passagens pelo Lixa, Olhanense e Mirandela, é um extremo que pode ocupar os dois flancos, boa capacidade técnica, forte em penetração em movimentos interiores, tem sido dos principais dinamizadores desta equipa.

Outro jogador a levar em conta é Carlos Fonseca, que Quim Machado trouxe do Tirsense (ele que é formado no Gil Vicente), com os seus 23 anos é um jogador tecnicamente forte, denota grande capacidade em espaço curto onde resolve muito bem através de boa dinâmica e capacidade de drible. Pode também jogar na frente de ataque como avançado móvel.

Outro dos grandes destaques desta equipa é o médio costa marfinense Siaka Bamba, 21 anos, boa cultura táctica, excelente capacidade de preenchimento e com alguns recursos técnicos interessantes.

segunda-feira, 2 de maio de 2011

A estratégia dos equilíbrios que Mourinho não soube manter

Mourinho é realmente o melhor treinador do Mundo. Li muitas pessoas criticar abertamente a forma como abordou o último Real-Barça para a LC e a colocação de Pepe no meio-campo, abdicando de Ozil e Kaka. O Real Madrid é a melhor equipa do Mundo em transição ofensiva. Ver o jogo do Mestalla é um regalo para qualquer treinador que gosta de ver a sua equipa ter um controlo sem posse e acima de tudo os mecanismos e combinações colectivas que existem a partir do primeiro momento de recuperação da bola e definição do momento a seguir.



O Real é talvez a melhor equipa da história em transição ofensiva. Jogou frente a um Barcelona que é a melhor equipa da história em ataque posicional. Pensando bem, Mourinho analisou que a principal forma de anular o jogo ofensivo dos culés seria encurtar as linhas e sobretudo permitir sempre um jogador de equilíbrio à pressão no centro de jogo do Barcelona de forma a evitar as suas rápidas variações para criar desequilíbrio noutro espaço em 2x3 ou 1x2. Mourinho só o podia fazer com jogadores fortes defensivamente e disponíveis para correr porque não estando a equipa rotinada nesse sentido os princípios fundamentais, para além da qualidade defensiva, teriam naturalmente de ser a entrega e a disponibilidade para correr metros e metros atrás da evidente superioridade táctica do Barcelona.

A equipa do Barcelona tacticamente é a melhor do Mundo e é por isso que os seus jogadores são os que menos se desgastam, também porque mantêm a bola, e daí a pergunta de com um plantel tão curto se conseguir este ritmo com quase nenhuma rotatividade. Explica-se facilmente. Qualidade táctica + Capacidade de ter bola. O Real estava a realizar um jogo eficiente até à expulsão de Pepe. É contranatura Mourinho querer empatar em casa para resolver na 2ª mão. Naturalmente todos esperariam ao contrário. Mas a estratégia do técnico português era essa. O Real jogar com o melhor de si, transições rápidas, e explorar essa estratégia até ao fim.

A chave do jogo, quanto a mim, não está só na expulsão, está na abordagem errada que Mourinho faz da sua própria estratégia aquando da expulsão de Pepe. O Real altera o seu posicionamento para um 4-4-1, com duas linhas bem definidas de 4, e perde o jogo aí. O Barça é fortíssimo entre-linhas com a capacidade de Messi, Pedro, Villa e sobretudo de Iniesta que nem jogou. A aparecer de frente para os defesas, em velocidade, vence a técnica e o virtuosismo e o Barça está muito rotinado nesse sentido. Posse de bola, posse de bola, posse de bola, até passe de ruptura ou em apoio frontal no espaço entre as linhas do adversário e definição de penetração ou novo passe de ruptura nas costas das defesas. Mourinho com duas linhas bem definidas anulou a sua própria (boa) estratégia até à expulsão de Pepe, onde faz um triângulo com dois pivots muito fortes nos equilíbrios a não permitir espaço para os jogadores do Barça entrarem em zonas de decisão com possibilidade de desequilíbrio.




Erro 1: Lassana sai em pressão e não faz rápida cobertura defensiva ao 1x1 de Afellay vs. Marcelo.




Erro 2: Saída em pressão ao portador da bola de Lassana, desequilíbrio do seu espaço, Messi ganha as costas da 2ª linha e de frente para a linha defensiva, após péssima abordagem de Albiol, resolve.

As duas linhas fizeram com que quem saísse ao portador da bola para fazer o pressing criasse espaço na sua zona, onde aparecia imediatamente outro jogador a causar o desequilíbrio. Quem saía em pressão rapidamente desequilibrava a sua zona. A estratégia dos equilíbrios defensivos estava assim eliminada. O Barça jogou como quis. E o Real queixou-se apenas do árbitro. Quanto a mim, Mourinho foi rei até à expulsão de Pepe. Menos especial, a partir daí.

Recomeço

Reabrirei este espaço com o objectivo de o manter activo com regularidade.

Boas leituras!

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Derby: Gerações muito peculiares


Quem assistiu ao derby de Juniores de hoje entre Benfica e Sporting, fica mesmo com poucas razões para sorrir. Quem se lembra das gerações de 87, 88, 89 ou 90, e olha para o que existe agora em ambas as equipas, pensa que realmente o decréscimo de qualidade é bastante evidente. Mais preocupante é a falta de capacidade de (quase) todos os jogadores das duas equipas estarem completamente fora do ritmo e da exigência necessária para o futebol profissional.

Equipas maduras e coesas sob o ponto de vista do preenchimento do espaço e dos processos de jogo, contudo, pouca qualidade individual, poucos rasgos, poucos jogadores a dar o clique para merecerem algo mais do que a "pasmaceira" que é ver um jogo neste escalão, um ritmo baixo, pouco dinâmico, pouco intenso, com movimentos colectivos poucas vezes acertados, e uma preocupação excessiva em corresponder tacticamente esquecendo a parte fundamental, o desequilíbrio depois de se equilibrarem.

Olhando para o Benfica, e com alguns negócios e nomes completamente desfasados da exigência que tem de ter um clube como o Benfica, aparecem nomes como Diego Lopes, Alipio, Jean Silva, Francisco Junior e Ruben Pinto. Diego Lopes é um talento nato, jogador de recursos técnicos muito interessantes, ainda em idade juvenil, mas com pouca chama, poucos rasgos de explosão e pouca eficiência nas suas acções ofensivas. Alipio é o protótipo do colega anterior, embora lhe reconheça qualidades de execução extremamente interessantes. Jean está fora de forma e não me parece mais valia em nenhum aspecto. Junior é muito lutador, mas quanto a mim fora do exigível. Raramente joga curto e simples, faz com que a pressão da equipa contrária seja feita de forma que melhor convém, permite à equipa contrária equilibrar. Corre muito mas raramente preenche o espaço correcto. Ruben Pinto é claramente um jogador de outra divisão em relação aos demais, mas há 6 meses que precisa de outra exigência competitiva. Porque a que tem, fá-lo perder muito tempo para estar preparado para o futebol profissional de alto rendimento.

No Sporting, Bruma é claramente o elemento mais, veloz, tecnicista, desequilibrador, embora não sendo tudo o que a comunicação social tem feito dele, parece-me um jogador que a ganhar consistência física, se pode tornar num valor interessante para o Sporting. Zezinho é forte a executar, pensa bem, na zona de construção assume sempre opção válida e de fácil recurso. Contudo, tem de aumentar o seu ritmo de jogo. Esgaio aparece cada vez mais acostumado à lateral direita e parece não ter grandes problemas com isso neste escalão. Contudo, quer-me fazer crer que o Sporting perdeu um potencial médio ala de elevado potencial, para ter um defesa lateral interessante nesta altura mas sem a capacidade física e posicional para voos mais altos.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O "novo" Sidnei


Post recuperado do dia 28 de Julho de 2010

http://vidadofutebol.blogspot.com/2010/07/benfica-analise-de-ritmos.html

"Começando por trás. Para mim Sidnei é o melhor defesa central do Mundo. Para ele, do pescoço para cima. E isso atira-o para o banco de suplentes do Benfica. A concorrência é forte, sem dúvida, mas Sidnei é daqueles jogadores que conseguem aliar todas as características fundamentais de um defesa central. Para além disso ultrapassa-as e explora-as melhor do que quase todos os outros. Porque não singra ao mais alto nível? O primeiro ponto de debate está encontrado. "O pescoço para cima". Sidnei tem de se capacitar das suas funções e das suas necessidades.

Faz-me lembrar um pouco David Luiz em alguns lances de abordagem errados. Sidnei é um central rápido (o chamado falso lento, e digam-me quantos o ultrapassam em velocidade?), forte no jogo aéreo, muito forte fisicamente e no corpo a corpo, dotado tecnicamente (central do futuro), forte em transição e na forma como sai em ataque rápido (centralão do futuro), muito inteligente na leitura e ocupação do seu espaço, forte no desarme, e muito difícil de bater no um contra um.
A pouca capacidade de esforço, a forma como se parece "encostar" à sombra das qualidades que tem, a pouca exigência e ambição consigo mesmo, fazem dele um jogador mediano comparativamente ao que poderia ser. Já dizia o seu treinador no Internacional: "Se o Sidnei trabalhasse no duro, era o melhor central do Mundo". Eu corroboro."

Sidnei quis trabalhar. E os resultados estão à vista.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Ramires e Kalou, eis a questão


Numa altura em que, cinco anos depois, o nome de Salomon Kalou volta a surgir como hipótese para ingressar no Benfica, e olhando para a opinião pública geral, existe muito pouca receptividade para que o costa marfinense possa vestir de encarnado. Porque não resolve jogos, dizem alguns.

Tomemos o exemplo de Ramires. Independentemente do ano de adaptação, natural num jogador brasileiro adaptado a uma filosofia de jogo por si só diferente, no Benfica, é quase um peixe fora de água no meio-campo blue. Ramires, pela sua capacidade de ocupação de espaço e de equilíbrios que garante à sua equipa nos 4 momentos do jogo, era elemento fulcral na estratégia do Benfica de Jesus. E o mau início de época deve-se, na minha opinião, à dificuldade que o treinador do Benfica teve em "remendar" essa sua saída. Olhamos para o Chelsea, uma equipa que joga quase sempre em ataque posicional, mas debilitada nas suas transições defensivas pelo volume ofensivo que cria sem equilíbrio da zona de cobertura.

Ramires que até preenche esses requisitos, tem 2 jogadores semelhantes em termos de capacidade com bola, no entanto, já adaptados, com outra bagagem e também outra qualidade, se quisermos. Essien e Obi Mikel não dão muitas possibilidades ao brasileiro. Até porque Lampard já não é o mesmo em progressão e ocupação de espaço e as rotinas já estão criadas.

Tentando estabelecer um ponto de comparação, se Ramires era fundamental no Benfica e no Chelsea é reserva, porque a reserva Kalou, que soma minutos largos, não seria fundamental no Benfica? A mim parece-me claro. Jogador de corredor lateral, forte nas penetrações interiores, drible explosivo, tecnicamente forte, e veloz.

Já todos percebemos que Salvio não vai ficar. Kalou era a peça ideal.

segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

O modernismo de Salvio a Dí Maria


O extremo moderno desaparece cada vez mais do corredor lateral e faz do corredor central o oásis das suas arrancadas e penetrações para conseguir causar desequilíbrios nas estruturas adversárias. Cada vez mais desaparece de moda a possibilidade de um cruzamento largo para a área, e ganha consistência a situação de 1x1 ou 1x2 a partir do corredor lateral para penetração em zona de decisão/finalização.

Uma das grandes irregularidades que se apontava no jogo de Dí Maria era a forma como o argentino tinha dificuldade em decidir bem, e com eficiência, na zona de decisão. Era um dos mais fortes do Mundo na zona de construção através das suas arrancadas e da capacidade de progressão em alta rotação, mas raramente decidia bem na hora decisiva. Hoje, vemos um Dí Maria com grande mestria na zona de decisão e com uma capacidade acima da média para continuar a desequilibrar no um contra um em quase todos os momentos.

Assume-se hoje como um jogador cada vez mais de espaço curto e de desequilíbrio no espaço também sem bola. Sempre que a tem, resolve ou com passes decisivos (não posso deixar de mencionar Ozil como o jogador do futebol actual com mais critério e espectacularidade na zona de decisão a par de Messi) ou com penetrações para a criação de momentos de finalização favoráveis à sua equipa.

Outro argentino, este encarnando a personalidade do "novo jogador argentino", a que Dí Maria foge um pouco, de agressividade no espaço curto e de grande embalagem num jeito meio "atabalhoado", que vem fazendo crescer o Benfica de Jesus é Salvio.

Na direita deste 4-1-3-2 vem apresentando melhorias evidentes sob o ponto de vista posicional nos vários momentos de jogo da equipa, mas é com bola que explode e queima metros de uma forma impressionante. Muito rápido, permite não só à equipa subir e aproximar-se com variadas linhas para a decisão, como também ele próprio em penetração no espaço curto consegue criar desequilíbrios para aparecer.

E como o Benfica tem um dos melhores do Mundo no jogo entre-linhas, de seu nome Saviola, Salvio cresce a olhos vistos pois os espaços que anula em penetração compensam-se imediatamente em outros locais pela movimentação quase sempre certeira de Saviola. E muito têm para dar ao Benfica estes 2 em simultâneo. Tal como Messi e Villa. Tal como Hulk e Falcão. A génese é a mesma.

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

domingo, 12 de dezembro de 2010

O melhor do Mundo

Li há alguns dias que Iniesta poderia ser considerado o melhor jogador do Mundo do ano de 2010. Olhando para a lista de principais favoritos, iria ficar espantado se Wesley Sneijder não estivesse entre os 3 primeiros pois ganhou... tudo, exceptuando o Campeonato de Mundo, esse ganho com um golo de Iniesta, que amealhou assim pontos importantes na luta pelo título.

Mais estupefacto fiquei com as críticas à sua nomeação como MVP. Iniesta é um jogador com uma capacidade técnica fantástica, com tempo, rigor, critério e decisão em tudo o que faz. É de loucos vê-lo jogar. Confiram: