quarta-feira, 17 de março de 2010

Para rir...

Já que tanto falam na mão de Vata, eu estou-me bem a lixar para se jogamos bem, se jogamos mal, se somos massacrados, se o golo é apenas um ou existirão vários. Eu quero é ganhar. Nem que seja assim:

quarta-feira, 10 de março de 2010

Um peixe fora de água com saudades do passado?


Hoje foi uma noite diferente. Não que estivesse à espera de algo semelhante, mas sim pela constatação de vários factores que fazem qualquer apaixonado do futebol, o verdadeiro futebol, sorrirem e pensarem que a essência do jogo ainda pode ser recuperada. Estou a assistir à Liga dos Campeões, a competição milionária que não significa dinheiro = sucesso, embora a UEFA continue a ter muitas políticas que nos fazem pensar, afinal, quem controla o jogo - veja-se a forma como o Chelsea é completamente roubado na meia-final do ano passado sob a necessidade de colocar frente a frente Messi e Ronaldo.

Hoje, embora não me tenha surpreendido, assisti a uma coisa que agradou a todos os amantes do futebol verdadeiro, jogado pelo jogo, pela tradição (já que o meu vídeo da semana apela a tal facto), pelo amor às cores e à glória conquistada pelo mérito das suas raízes.

O Real Madrid foi eliminado frente a um Lyon que lhe concedeu meia parte de avanço e que pode-se dar por satisfeito pela forma irrisória como os blancos foram falhando golos atrás de golos e aniquilando as suas hipóteses de resolver uma eliminatória que se viraria contra eles. Pellegrini não acertou, manteve a sua postura metódica e conformista, Puel veio para cima, subiu o bloco, deu a batuta a um jogador que há muito me enche o olho, e ainda o conheci nas camadas jovens do Lyon, falo de Pjanic, teve um exterminador de defesas na frente de ataque em grande forma (é incrível a forma como faz movimentos de rotura atrás dessas próprias situações e se converte no primeiro ele defensivo da transição da sua equipa), sendo que Lisandro assume neste Lyon as nuances fundamentais do processo quer ofensivo quer sobretudo de recuperação defensiva da equipa. Se ele pressiona alto, o bloco sobe, as linhas ficam coesas, o que trás por vezes dificuldade aos franceses pela falta de rapidez e lucidez de alguns elementos mais experientes da sua defesa, refiro-me a Cris, por exemplo. Contudo, hoje resultou em pleno e o Lyon saiu de Madrid com a vitória (na eliminatória).

Fiquei os últimos 15 minutos à procura de Ronaldo. A tentar descobrir em si um ponto de alegria, um ponto de entusiasmo, de satisfação ou mesmo concretização. Tudo isso desapareceu nele. Mas vejamos. Mudei de canal. Vi um Manchester United a "dar" 3 ao Milan, e os adeptos a descerem lençóis das bancadas bem expressivos: "AMO-TE UNITED, ODEIO-TE GLAZER" em referência ao milionário americano proprietário do clube. E isto faz-me regressar atrás e ver a forma como os manifestantes (é desfasado usar esta palavra, corrijo-me a mim próprio escrevendo ADEPTOS) queriam impedir a sua entrada no clube, formaram um novo United, muitos deles deixaram de compactuar com a estratégia comercial adoptada pelo clube, hoje em dia fazem-se ver nos estádios por onde jogam os red devils com cachecóis verdes e amarelos, em homenagem às cores do clube que originou a fundação do Manchester United. É, de facto, um mundo à parte, de paixão, fervorosos adeptos, glória e triunfos.

E eu estava a pensar: Estão os adeptos do Manchester em protesto porque entendem que os valores do clube não estão a ser prestigiados nem protegidos, mesmo que no meio de tantas categóricas vitórias. Voltei a mudar de canal, e pensei: Os 250 milhões que Florentino gastou, e os salários exorbitantes - e já agora, perfis e estatutos dos intocáveis de Madrid - que a muitos deles não lhes permitem serem substituídos mesmo que a jogar dentro do seu metro quadrado, irão os super craques para casa arranjarem-se para saírem à discoteca mais próxima para desfilarem esta madrugada, os seus fãs estarão amanhã à porta do campo de treinos para pedir autógrafos e fotografias com as lendas (de quê?) que vestem as cores blancas, e nada se passa.

É este o futebol que Ronaldo (o peixe fora de água) prefere? Fica a questão.

Como os melhores do Mundo...

... desmontam todo o tipo de organização colectiva e zonas fechadas de jogo. Só ao alcance dos verdadeiros predestinados.

sexta-feira, 5 de março de 2010

Prospecção Internacional (Avançados) - Stracqualursi


Denis Stracqualursi (Gimnasia)
Idade: 22 anos
Peso: 82kg
Altura: 190cm
Nacionalidade: Argentino

O nome é difícil mas vão treinando, pois vai dar que falar. Denis, assim é mais fácil, ponta-de-lança à moda antiga do Gimnasia da Argentina, é o típico jogador de área, possante, batalhador e acima de tudo, muito concretizador. Vi o seu jogo frente ao Estudiantes onde faz dois golos de plena oportunidade, muito forte no espaço aéreo e na facilidade de remate que detém, vamos ver até onde pode chegar. Se na próxima época pisar terrenos de uma equipa com outras ambições, pode construir carreira interessante.


Prospecção Internacional (Avançados) - Malecki


Patryk Malecki (Wisla)
Idade: 21 anos
Peso: 70kg
Altura: 170cm
Nacionalidade: Polaco

O tipo de jogador que gosto. Ao ver os jogos do Lech e ao ficar maravilhado com as proezas de Stilic e Lewandowski, fiquei ainda mais curioso para ver o que tinha o líder Wisla. E vi, dentro das devidas distâncias, um Tevez à polaca. Malecki é um jogador de toda a frente de ataque, com um pulmão e um querer em campo incríveis. Disputa todos os lances até ao fim, tem garra e muito carisma, é agressivo e ambicioso. Tecnicamente dotado, ambidestro, veloz, capacidade de penetração e de movimentação no espaço, parece-me um jogador muito interessante. Leva 7 golos esta época. Para rever...


O(s) ganha pão do Lech

A cinco pontos da liderança do Wisla Cracóvia, o Lech da Polónia apareceu em grande forma no último encontro a vencer por 3-0 fora de portas. Quem já andava escondido das boas exibições e voltou a aparecer foi o craque Lewandowski, servido, sempre, por Stilic, com grande classe.


terça-feira, 2 de março de 2010

O adeus anunciado de Robin Leproux?


Para quem não sabe, este senhor é o presidente do Paris Saint Germain. Depois dos confrontos violentos ocorridos no passado fim-de-semana no jogo que opôs o PSG ao Marselha entre os próprios adeptos caseiros, o presidente do histórico clube gaulês decretou guerra às claques do clube e proibiu-as mesmo de terem o seu espaço reservado no Parque dos Principes.

Para além disto, refere que não irá vender os bilhetes aos adeptos para os jogos fora de casa, ou seja, retira a possibilidade às pessoas de irem assistir e apoiar a sua equipa, em ambientes adversos, onde os únicos prejudicados serão os adeptos e, claro, o clube.

Posto isto, resta-me comentar que este senhor, por muito nobre que pense ser a sua atitude, pois entende ele que desta forma irá erradicar a violência do clube (só acabou de a triplicar com esta medida), nunca mais terá a paz necessária enquanto presidente do clube e estou convicto que será uma questão de semanas até apresentar a sua demissão.

Isto claro, se levar avante estas medidas que hoje fizeram eco na imprensa francesa. Será interessante ver os novos desenvolvimentos ligados aos Boulogne Boys, a principal referência de grupos de apoio do clube gaulês.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Análise ao Olympique de Marselha


Uma possível final antecipada?

Apesar dos grandes nomes ainda presentes nesta Uefa Europe League, considerada por muitos como a nova segunda divisão europeia da Liga dos Campeões, uma eliminatória entre portugueses e franceses - e tudo o que isso acarreta em termos de culturas e tradições (veja-se que Paris é a segunda cidade mundial com mais portugueses, à frente do Porto) - e, sobretudo, um reavivar da história dos saudosos anos 90, quando o Benfica eliminou o Marselha com um golo com a mão de Vata, chegando a nova final europeia, traça contornos muitos especiais para este jogo que todos anseiam.

Os relatos que surgem dessa eliminatória em que Mozer, então ao serviço do Marselha, afirmou que os seus colegas estavam cheios de medo de entrar no relvado da Luz, contando com nomes como Jean Pierre Papin, Chris Waddle, Francescoli, Deschamps (hoje o treinador) ou Tigana, e um Inferno da Luz com 120 mil vozes vibrantes, levaram o Benfica ao colo até um golo que acabaria por ser polémico mas ditar a passagem dos «encarnados». Dizem, hoje em dia, alguns conhecidos adeptos do Marselha, que essa foi a eliminatória que para sempre mudou a mentalidade dos adeptos do clube e a mentalidade vivida no Velodrome, tamanho foi o "massacre" que os franceses sofreram na Luz ao nível da animosidade com que foram recebidos jogadores e adeptos.

Este Marselha é muito diferente da verdadeira dream team que constituía o seu plantel nos anos passados, mas está longe de ser um adversário fácil para o Benfica de Jesus. Didier Deschamps é um treinador com história europeia, experiência, e já experimentou uma final no comando técnico de uma equipa, então ao serviço do Mónaco, derrotado pelo FC Porto.

Começando pela baliza, Mandanda, apesar dos 24 anos, é um guarda-redes de grande valia, muito sereno e eficaz nas suas acções. É forte nos reflexos, nas saídas dos postes, na agilidade. Um guarda-redes de muita valia que já serviu o seu país a nível internacional.

O sector defensivo surge, à primeira vista, como a principal debilidade que o plantel do Benfica pode explorar. Gabriel Heinze é o maior nome da linha recuada, sem dúvida um jogador com tarimba e muita classe, mas já sem o fulgor de outrora. Taiwo é um lateral esquerdo muito interessante sob o ponto de vista das bolas paradas e das tentativas de visar a baliza de longe, mas alternando a impetuosidade com pouca intensidade em muitas situações. Pode aqui o Benfica explorar. Diwara e Julien Rodriguez são dois centrais cultos, experientes, fortes pelo ar e inteligentes, mas já algo duros de rins, pouco móveis e que, sobretudo na segunda mão, o Benfica pode explorar em transições rápidas.

Olhando para o sector de meio-campo, salta desde logo à vista um jogador que dispensa apresentações: Lucho González. Apesar de ainda não ter convencido totalmente os adeptos marselheses, até pelas lesões que tem tido é, sem dúvida, um garante de qualidade e eficácia em todos os processos de organização ofensiva da equipa. Jogador de mestria táctica e qualidade de rigor e critério muito acima da média. Cheyrou, com um pé esquerdo interessante sob o ponto de vista da criação em espaços curtos, Mbia, que também pode jogar como central mas deve jogar a trinco, forte na agressividade e capacidade de desarme que coloca nos seus lances, Abriel, "um Lucho diferente", mais jogador de último terço, tudo em trabalho para os dois criativos principais da equipa, Valbuena, um jogador típico de flanco, rápido, forte no um para um, fantasista e eficaz, e Hatem Ben Arfa, muito forte nos desequilíbrios, na capacidade técnica e na facilidade de drible para espaço interior.

Na frente, embora falte a este Marselha desde a saída de Drogba um finalizador nato, capaz de materializar em golo o bom futebol que a equipa pratica, até porque Morientes vai caindo e Brandão não é jogador para estas andanças, Bakary Koné e Niang são duas setas extremamente velozes e muito perigosas, sobretudo para o jogo da primeira mão. Jogador de uma espontaneidade muito forte, muito velozes, finalizadores. Atenção também no futuro a Gnabouyou e Chris Gadi, capazes de fazer render o ataque dos marselheses durante muitos e bons anos.

Parece-me que será uma das eliminatórias mais disputadas da prova nesta nova ronda europeia a começar na semana de 11 de Março, até pela espectacularidade que o seu futebol deve apresentar. Prevê-se também uma chama envolvente muito grande a este jogo, pois os adeptos franceses e portugueses irão querer certamente reviver outros tempos, em que nem todos saíram a ganhar. Futebol espectáculo, é o que se espera.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Prospecção Internacional (Médios) - Jack Rodwell


Jack Rodwell (Everton)
Idade: 18 anos
Peso: 72kg
Altura: 188cm
Nacionalidade: Inglês

O Everton tem nas suas fileiras aquele que será, provavelmente, a maior promessa inglesa para a próxima década. Jack Rodwell é um prodígio - mais um - a aparecer nos "blues" de Liverpool. Jogador de corredor central, é sobretudo um médio área a área, box-to-box (à inglesa), que pode também jogar como 6 ou no apoio mais próximo ao ponta-de-lança. Jogador de amplos recursos em termos tácticos, é muito inteligente e maduro em todas as suas acções de jogo.

Com a bola nos pés ganha uma dimensão especial no processo ofensivo da equipa. Ambidextro, tem qualidade de passe e muito talento em progressão, não usando dribles muito vistosos, sabe penetrar com eficácia e qualidade. Tem um apetite especial pelo golo. Hoje voltou a confirmá-lo contra o Man Utd. Se evoluir em termos de intensidade, será um médio na linhagem dos grandes nomes que a Inglaterra actualmente possui para aquela posição do terreno. Para seguir com muita atenção.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A gestão na óptica de Jesus


Preocupados com a má exibição e o resultado em Berlim? Preocupados com a má exibição contra o Belenenses? Extasiados de alegria com a goleada em Alvalade? Digam-me o que diferenciou esses jogos em termos exibicionais. Em termos de rendimento. Em termos de eficiência. Em termos de atitude. Eu respondo, nada. Apenas uma coisa, os números.

O Benfica esta temporada atravessou um período de um domínio e de uma superioridade avassaladora em relação aos demais. Isso deveu-se a vários factores. À capacidade física da equipa de Jorge Jesus, claramente com os seus jogadores num pique de forma tremendo. Ao brilhantismo que as suas principais unidades apresentavam. À atitude e ambição dos jogadores. À naturalidade com que as coisas lhe saiam, empurradas por uma massa adepta entusiasta.

Contudo, as goleadas, fruto de uma zona de pressão muito subida e de uma condição física extraordinária que o permitia, são já uma miragem. Eu estou a dizer isto a alguns amigos desde Novembro: O Benfica vai "pagar", de certa forma, as goleadas. E já o está a fazer. O Benfica é hoje uma equipa muito mais madura sob o ponto de vista das suas acções e momentos de jogo.

É utópico pensar que o Benfica em reconstrução iria manter a toada do início do ano. Há jogadores em quebra, outros que já quebraram e estão novamente a recuperar os índices físicos mais altos, outros que daqui por algumas semanas estarão no topo do seu rendimento. Tudo isto se chama gestão e o Benfica tem um plantel grande e com qualidade para suprir certas situações.

Desengane-se quem pensar que isto é uma fase e as goleadas e exibições majestosas irão regressar. É errado, o Benfica já não volta ao início de época. Vai manter esta toada de equipa adulta, madura, conhecedora dos seus processos e princípios e que será eficaz o suficiente para tirar partido das suas qualidades resolvendo jogos.

Os benfiquistas não podem exigir uma coisa que é impossível de manter: rendimento estabilizado no topo. Em alta competição, numa altura de jogos de 3 em 3 dias, tal situação torna-se impossível. O Benfica tem de gerir e saber os caminhos que pisa. Exceptuando a Taça de Portugal que já nada há a fazer, todas as outras competições estão ao alcance dos encarnados. Jogue Cardozo ou Kardec. Aimar ou Menezes. Quim ou Júlio César. Javi ou Airton.

As cartas estão lançadas e o grupo vai saber responder nas alturas devidas. Preocupante? Isso seria se nesta altura estivessem os encarnados a perder pontos. E não, continua-se em primeiro. Continua-se eficaz e produtivo. Com Jesus e com aquele plantel caminharão certamente até ao fim os verdadeiros, porque as goleadas já se foram. Meio a zero, é o lema daqui para a frente. Vale três pontos... o suficiente!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Prospecção Nacional (Médios) - Josué


Josué (Penafiel/FC Porto)
Idade: 19 anos
Peso: 70kg
Altura: 174cm
Nacionalidade: Português

Do Padroense ao Candal num curto espaço de tempo, mais curto seria ainda o dilema que teve na sua carreira ao estar com um pé no Benfica mas o FC Porto, fruto da sua influência a Norte, acabou por ter Josué bem seguro. Jogador já pouco visto nos dias de hoje, é um camisa 10 puro, jogador de apoio, de ruptura em progressão, de grande mestria a ler o jogo e capacidade de passe. É muito forte nos desequilíbrios que consegue criar na zona de construção através da sua criatividade e leitura de jogo. Esquerdino, não procura muito espaço lateral, gosta de assumir a batuta, joga com dinâmica e intensidade apreciável.

Foi emprestado ao Sporting da Covilhã e saiu do clube por indisciplina. Actualmente no Penafiel, vai procurando o seu espaço. Já marcou na reabertura da época, assume os lances de bola parada da equipa e procura agora a afirmação que lhe faltou nos primeiros seis meses de Vitalis na Covilhã. A equipa da Serra a jogar numa óptica de ataque rápido e contra-ataque (quem tem João Pimenta tem mesmo de jogar assim) não exponenciava as características deste médio com ascendência brasileira que é definitivamente jogador com bagagem de equipa grande. Vamos ver como se afirma em Penafiel.

Prospecção Nacional (Guarda-Redes) - Samir Badr


Samir Badr (FC Porto)
Idade: 17 anos
Peso:
Altura:
Nacionalidade: Americano

Há alguns meses que procuro seguir o desenvolvimento/afirmação deste americano que no início do ano de 2009 foi ao Porto prestar provas. Assinou contrato mas só aos 18 anos poderá começar a jogar. Nas selecções jovens dos Estados Unidos faz furor e revela muita qualidade. Seguro, ágil, eficiente e com excelentes reflexos, denota bom jogo de pés e uma "maturação" extremamente desenvolvida para a idade. Vamos esperar por novas hipóteses de o ver competir.