domingo, 21 de fevereiro de 2010

Prospecção Internacional (Médios) - Jack Rodwell


Jack Rodwell (Everton)
Idade: 18 anos
Peso: 72kg
Altura: 188cm
Nacionalidade: Inglês

O Everton tem nas suas fileiras aquele que será, provavelmente, a maior promessa inglesa para a próxima década. Jack Rodwell é um prodígio - mais um - a aparecer nos "blues" de Liverpool. Jogador de corredor central, é sobretudo um médio área a área, box-to-box (à inglesa), que pode também jogar como 6 ou no apoio mais próximo ao ponta-de-lança. Jogador de amplos recursos em termos tácticos, é muito inteligente e maduro em todas as suas acções de jogo.

Com a bola nos pés ganha uma dimensão especial no processo ofensivo da equipa. Ambidextro, tem qualidade de passe e muito talento em progressão, não usando dribles muito vistosos, sabe penetrar com eficácia e qualidade. Tem um apetite especial pelo golo. Hoje voltou a confirmá-lo contra o Man Utd. Se evoluir em termos de intensidade, será um médio na linhagem dos grandes nomes que a Inglaterra actualmente possui para aquela posição do terreno. Para seguir com muita atenção.


sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

A gestão na óptica de Jesus


Preocupados com a má exibição e o resultado em Berlim? Preocupados com a má exibição contra o Belenenses? Extasiados de alegria com a goleada em Alvalade? Digam-me o que diferenciou esses jogos em termos exibicionais. Em termos de rendimento. Em termos de eficiência. Em termos de atitude. Eu respondo, nada. Apenas uma coisa, os números.

O Benfica esta temporada atravessou um período de um domínio e de uma superioridade avassaladora em relação aos demais. Isso deveu-se a vários factores. À capacidade física da equipa de Jorge Jesus, claramente com os seus jogadores num pique de forma tremendo. Ao brilhantismo que as suas principais unidades apresentavam. À atitude e ambição dos jogadores. À naturalidade com que as coisas lhe saiam, empurradas por uma massa adepta entusiasta.

Contudo, as goleadas, fruto de uma zona de pressão muito subida e de uma condição física extraordinária que o permitia, são já uma miragem. Eu estou a dizer isto a alguns amigos desde Novembro: O Benfica vai "pagar", de certa forma, as goleadas. E já o está a fazer. O Benfica é hoje uma equipa muito mais madura sob o ponto de vista das suas acções e momentos de jogo.

É utópico pensar que o Benfica em reconstrução iria manter a toada do início do ano. Há jogadores em quebra, outros que já quebraram e estão novamente a recuperar os índices físicos mais altos, outros que daqui por algumas semanas estarão no topo do seu rendimento. Tudo isto se chama gestão e o Benfica tem um plantel grande e com qualidade para suprir certas situações.

Desengane-se quem pensar que isto é uma fase e as goleadas e exibições majestosas irão regressar. É errado, o Benfica já não volta ao início de época. Vai manter esta toada de equipa adulta, madura, conhecedora dos seus processos e princípios e que será eficaz o suficiente para tirar partido das suas qualidades resolvendo jogos.

Os benfiquistas não podem exigir uma coisa que é impossível de manter: rendimento estabilizado no topo. Em alta competição, numa altura de jogos de 3 em 3 dias, tal situação torna-se impossível. O Benfica tem de gerir e saber os caminhos que pisa. Exceptuando a Taça de Portugal que já nada há a fazer, todas as outras competições estão ao alcance dos encarnados. Jogue Cardozo ou Kardec. Aimar ou Menezes. Quim ou Júlio César. Javi ou Airton.

As cartas estão lançadas e o grupo vai saber responder nas alturas devidas. Preocupante? Isso seria se nesta altura estivessem os encarnados a perder pontos. E não, continua-se em primeiro. Continua-se eficaz e produtivo. Com Jesus e com aquele plantel caminharão certamente até ao fim os verdadeiros, porque as goleadas já se foram. Meio a zero, é o lema daqui para a frente. Vale três pontos... o suficiente!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Prospecção Nacional (Médios) - Josué


Josué (Penafiel/FC Porto)
Idade: 19 anos
Peso: 70kg
Altura: 174cm
Nacionalidade: Português

Do Padroense ao Candal num curto espaço de tempo, mais curto seria ainda o dilema que teve na sua carreira ao estar com um pé no Benfica mas o FC Porto, fruto da sua influência a Norte, acabou por ter Josué bem seguro. Jogador já pouco visto nos dias de hoje, é um camisa 10 puro, jogador de apoio, de ruptura em progressão, de grande mestria a ler o jogo e capacidade de passe. É muito forte nos desequilíbrios que consegue criar na zona de construção através da sua criatividade e leitura de jogo. Esquerdino, não procura muito espaço lateral, gosta de assumir a batuta, joga com dinâmica e intensidade apreciável.

Foi emprestado ao Sporting da Covilhã e saiu do clube por indisciplina. Actualmente no Penafiel, vai procurando o seu espaço. Já marcou na reabertura da época, assume os lances de bola parada da equipa e procura agora a afirmação que lhe faltou nos primeiros seis meses de Vitalis na Covilhã. A equipa da Serra a jogar numa óptica de ataque rápido e contra-ataque (quem tem João Pimenta tem mesmo de jogar assim) não exponenciava as características deste médio com ascendência brasileira que é definitivamente jogador com bagagem de equipa grande. Vamos ver como se afirma em Penafiel.

Prospecção Nacional (Guarda-Redes) - Samir Badr


Samir Badr (FC Porto)
Idade: 17 anos
Peso:
Altura:
Nacionalidade: Americano

Há alguns meses que procuro seguir o desenvolvimento/afirmação deste americano que no início do ano de 2009 foi ao Porto prestar provas. Assinou contrato mas só aos 18 anos poderá começar a jogar. Nas selecções jovens dos Estados Unidos faz furor e revela muita qualidade. Seguro, ágil, eficiente e com excelentes reflexos, denota bom jogo de pés e uma "maturação" extremamente desenvolvida para a idade. Vamos esperar por novas hipóteses de o ver competir.


quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Lendas: Pierre van Hooijdonk



Há cerca de dez anos, no velhinho Estádio da Luz, costumava ir ver a bola, à procura da afirmação de um Benfica que tardava em regressar aos seus tempos de glória. A crise estava instalada mas lá apareciam, ano após ano, aqueles jogadores, craques da bola, mas que no meio de tanto amadorismo e fraca qualidade pouco sobressaíam ou pouco conquistavam de águia ao peito, face àquilo que em condições normais poderiam acrescentar.

Um dos jogadores que marcou uma geração, para mim, na minha óptica, da transição entre o alto, forte e tosco e um avançado moderno, mais capaz do ponto de vista técnico, tinha toda a sua expressão naquele que foi o melhor avançado que vi ao vivo na Luz. O seu nome? Pierre van Hooijdonk.



Chegou como um matador, com provas dadas por todo o lado onde passou, mas ainda sem o cunho de top mundial que realmente poderia atingir. No Benfica, nos primeiros seis meses, passou ao lado de uma época desastrosa a todos os níveis, a pior de sempre do clube da Luz. 6º lugar. Van Hooidjonk na segunda metade da época, e com companhia na frente de ataque (Mourinho alterou o sistema) esteve em grande plano e apareceu verdadeiramente. Somou 23 golos nessa temporada.

Não era um jogador muito fixo, de área, apesar da morfologia (1,93cm e 89kg). Um tanque, com mobilidade, técnica, velocidade e muita qualidade de recepção e execução. Ao nível das bolas paradas, está ao nível dos melhores de todos os tempos. Aquele golo ao Dortmund numa final da Uefa a defender as cores do Feyenoord num dos melhores livres directos que me lembro de ver... inacreditável.

Regressando aos seus tempos de Benfica, ficaram célebres os golos, as majestosas exibições que fizeram os sócios chorar por mais - e muitos só lhe deram o real valor quando saiu do clube -, e acima de tudo, a triste forma como abandonou o Benfica. Dizia-se que recebia muito dinheiro (e a direcção queria limpar tudo o que trouxe Vale e Azevedo e continuar a apostar em Roger, com o cunho de aposta nos novatos Simão e Mantorras), e tratou-se de o despachar. Colocou-se um dos melhores de sempre a jogar na equipa B e nem por isso ele virou a cara à luta... jogou, de raiva, e ia-se pegando com Vilarinho (há quem diga que o pegou pelos colarinhos). Farto de faltas de profissionalismo e vontade, reza a lenda que chegou a vias de facto com Roger, um dos meninos bonitos da direcção e que pouco produzia em campo.

Saiu, escorraçado, um dos melhores de sempre que passou pelo Benfica, ao nível de pontas-de-lança. Ficaram as memórias, sobretudo de passado e futuro, já que o presente foi demasiado curto para ser apreciado da forma que todos desejariam.

Histórico:
Nome: Petrus Ferdinandus Johannes Stevenson van Hooijdonk Alcunha: Pi-Air Posição: Avançado Altura: 1,93 cm Peso: 89kg
Clubes: RBC, 69 jogos, 33 golos NAC Breda, 115 jogos, 81 golos Celtic Glasgow, 69 jogos, 44 golos Nottingham Forest, 71 jogos, 36 golos Vitesse, 29 jogos, 25 golos Benfica, 30 jogos, 23 golos Feyenoord, 61 jogos, 52 golos Fenerbahce, 53 jogos, 32 golos NAC Breda, 17 jogos, 5 golos Feyenoord, 37 jogos, 8 golos Selecção Holandesa, 37 jogos, 8 golos Totais: 551 jogos, 335 golos

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Lendas: Vitor Baptista, o Génio e Louco

Se de um leque de grandes glórias do futebol mundial, me dessem um nome a escolher, para ver ao vivo, Eusébio, Ian Rush, Coluna, Pelé, Maradona, Platini, Beckenbauer, Zico e tantos outros colossos, eu rejeitaria. Se tivesse oportunidade, só queria ter tido o privilégio de ter visto um: Vitor Baptista.

Desde muito novo me deliciei a ouvir as suas histórias. Dos meus familiares e de pessoas que conviveram com ele e com a sua vida, quem ouve as suas histórias e lê os seus testemunhos não pode ficar indiferente aquele que, tal como os reis, teve um cognome sui generis: "O Maior".

Conta a história que num Torneio de Futsal onde jogou contra Quinito (Esse mesmo, o treinador de futebol) deu o passo decisivo para a carreira de futebolista. Os olheiros do Vitória de Setúbal nem ficaram muito entusiasmados com ele, mas a insistência do jovem rebelde para com o irmão de Jaime Graça, então ao serviço do Vitória, levaram Baptista a Setúbal.



Aos 18 anos já era figura da equipa setubalense e venceu uma Taça de Portugal. Transferiu-se para o Benfica, na maior transferência até então de sempre do futebol português, com os encarnados a darem três mil contos e três jogadores (entre eles o lendário José Torres) ao Setúbal em troca do Maior. Reza a lenda que Vitor Baptista poderia ter sido o melhor jogador português de todos os tempos, sim, isso mesmo, à frente do rei Eusébio.

A cabeça que não tinha, as drogas, o álcool, as mulheres, o mundo do crime, afastaram-no do rumo certo e do caminho que qualquer ser humano capaz tem de ter. Vitor Baptista viu tudo subir-lhe na vida cedo de mais e acabou de forma trágica (a pedir dinheiro na rua, pouco tempo antes de morrer).

Uma das histórias mais sublimes da sua vida acontece num derby com o Sporting. O avançado benfiquista recebeu uma bola no peito, fez um cabrito a um defesa contrário, driblou outro jogador e atirou uma bomba para o fundo da baliza. Viria-se a aperceber que tinha perdido um brinco, coisa extravagante e completamente nova na altura, de ouro e diamante. Colocou, em pleno jogo, jogadores e árbitros à procura do brinco durante 15 minutos. Não o viria a encontrar e nada mais fez até final do jogo.

As histórias loucas, próprias da personalidade de um verdadeiro génio, foram-me contadas ao longo dos tempos. No primeiro jogo europeu do Benfica contra o Liverpool, não lhe apeteceu jogar, simulou uma lesão e quase era expulso do clube. Só Humberto e Toni o evitaram.

Numa digressão do Benfica à Russia, recusou-se a entrar em campo pois os russos pareciam-lhe amadores, e ele só jogava contra profissionais. Apresentou-se no aeroporto de t-shirt e calças rotas, com todos os outros colegas de fato.

No regresso a Setúbal, organizou uma tourada, populares nas bancadas, estádio cheia, aparece Vitor Baptista sobressaltado. Tinha-se esquecido dos touros. Já no Boavista, aparecia nos treinos de Jaguar, vestido com fato e gravata e chinelos de enfiar no dedo. No Tomar, onde também jogou, reza a lenda que expulsou vezes sem conta o treinador do balneário pois simplesmente não lhe apetecia ouvi-lo.

Um autêntico George Best à portuguesa. Da glória à tragédia em minutos. Foi várias vezes preso, trabalhou em cemitérios e como funcionário da câmara de Setúbal para limpar as ruas. Acabou sem nada, quando poderia ter tido tudo e, no fundo, nada conquistou.


Cronologia:

- Despontou nas margens do seu Sado, em torneios de futebol de salão. Aos 16 anos logo o Vitória de Setúbal tratou de o assegurar: 500 escudos por mês e pensão, eram a vida nova do aprendiz de electricista.

- Em Setúbal brilha, estreando-se nas primeiras categorias com apenas 17 anos. O Sport Lisboa e Benfica levaria a melhor sobre o Sporting na disputa pela maior promessa do futebol português da altura.

- Pela libertação da sua carta o Vitória de Setúbal arrecadou 3.000 contos e ainda recebeu, a título definitivo, José Torres, Praia e Matine. Era a maior transferência de sempre do futebol português.


- Na Luz alternou momentos de rara qualidade com outros que haveriam de o levar à decadência: Múltiplos foram os episódios envolvendo Dinheiro, Carros, Álcool, Mulheres e Drogas, enfim um cocktail verdadeiramente explosivo e pouco condizente com a vida de um profissional de futebol.

- Em 1978 queria um Porsche Carrera e 650 contos mensais para permanecer na Luz. O clube encarnado anuiu em relação à viatura mas não satisfez as pretensões salariais, limitadas a 550 contos. Não aceitou e regressou a Setúbal. Iria ganhar 100 contos por mês...

- Rumaria de seguida ao Bessa, onde também arranjaria desentendimentos salariais com Valentim Loureiro e dava sequência a alguns episódios absolutamente
inesquecíveis: Certo dia, O Maior abandona o campo porque... não jogava em pelados!

- Em 1980, a convite de António Simões, jogou com George Best, o seu "irmão-gémeo" do futebol, no San Jose Earthquakes. Nessa mesma equipa alinhavam também Guus Hiddink, Milan Mandaric, Bill Foulkes, entre outros. Apesar do contrato de 2,5 milhões de dólares e do raro Corvette descapotável exigido, não o conseguiram manter nos States por muito tempo: 2 jogos e regresso a Lisboa.

- Regressa a Portu
gal e jogaria ainda no Amora, no Montijo, no União de Tomar, no Monte da Caparica e acabaria nos regionais, em representação do Estrelas do Faralhão.

- Foi sempre um rebelde, um "Génio Louco", incompatibilizando-se facilmente com os seus treinadores. Alguns exemplos: Mário Wilson em 1975, John Mortimore e José Maria Pedroto em 1976 e Juca em 1977 (Com Juca, via mesmo chegar ao fim a sua participação na equipa das quinas: Chegou atrasado ao treino, insultou Juca e chamou "malucos" aos colegas).

História:

Nome Completo: Vítor Manuel Ferreira Baptista
Alcunha: O Maior / O Rapaz do Brinco / O Gargantas / O Rapaz dos Pés de Ouro / Meu Deus Nacionalidade: Portuguesa
Local de Nascimento: São Julião / Setúbal - Portugal
Data de Nascimento:
18 de Outubro de 1948 (Faleceu a 1 de Janeiro de 1999)
Posição: Avançado
Altura:
1,78m
Peso:
76Kg
1985/86 - Estrelas Faralhão - ? Jogos / ? Golos 1984/85 - Estrelas Faralhão - ? Jogos / ? Golos 1983/84 - Monte da Caparica - ? Jogos / ? Golos 1982/83 - U. Tomar - ? Jogos / ? Golos 1981/82 - Montijo (Jogador-Treinador) - ? Jogos / ? Golos 1980/81 - Amora - 4 Jogos / 0 Golos 1980 - San Jose Earthquakes - 2 Jogos / ? Golos 1979/80 - Boavista - 15 Jogos / 8 Golos 1978/79 - Vit. Setúbal - 19 Jogos / 7 Golos 1977/78 - S.L.Benfica - 15 Jogos / 8 Golos 1976/77 - S.L.Benfica - 6 Jogos / 6 Golos 1975/76 - S.L.Benfica - 16 Jogos / 9 Golos 1974/75 - S.L.Benfica - 23 Jogos / 3 Golos 1973/74 - S.L.Benfica - 21 Jogos / 9 Golos 1972/73 - S.L.Benfica - 14 Jogos / 6 Golos 1971/72 - S.L.Benfica - 17 Jogos / 9 Golos 1970/71 - Vit. Setúbal - 26 Jogos / 22 Golos 1969/70 - Vit. Setúbal - 22 Jogos / 11 Golos 1968/69 - Vit. Setúbal - 17 Jogos / 0 Golos 1967/68 - Vit. Setúbal - 15 Jogos / 0 Golos 1966/67 - Vit. Setúbal - 0 Jogos / 0 Golos


segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Prospecção Internacional (Defesas) - Hrvoje Cale


Hrvoje Cale (Trabzonspor)
Idade: 24 anos
Peso: 74kg
Altura: 184cm
Nacionalidade: Jugoslavo (internacional pela Croácia)

Cale é um lateral esquerdo que pode também fechar ao meio como central. Forte fisicamente e com capacidade de leitura de jogo, gosta de dar profundidade ao flanco e auxiliar o ataque. Muito disponível fisicamente e agressivo nos seus lances, é defensivamente que mais pontos ganha. Muito forte nos despiques individuais e na certeza com que aborda os lances, é forte também na marcação e no jogo aéreo. Pé esquerdo interessante, jogador muito eficiente e de rotações elevadas. Com formação no Dinamo Zagreb, é claramente um lateral esquerdo para a alta roda europeia. Para seguir.

Prospecção Internacional (Extremos) - Ozan Ipek


Ozan Ipek (Bursaspor)
Idade: 23 anos
Peso: 78kg
Altura: 185cm
Nacionalidade: Turco

Um dos jogadores em maior evidência no campeonato da Turquia. Extremo Esquerdo, de verticalidade, de profundidade, de ruptura, claramente evoluido sob o ponto de vista técnico e do poder de drible (apesar de não ser muito vistoso), prefere ganhar a linha (à moda antiga) e aplicar venenosos cruzamentos. Sabe vir para dentro e criar desequilibrios (tem 4 golos na actual competição da Turquia) e ontem - contra o Trabzonspor - vi-o fazer mais uma das muitas assistências que tem contabilizadas na Liga. Pé esquerdo muito interessante e eficaz. Para seguir.

O que é feito de... (Carlitos)



No início do novo século, o Jornal "A Bola" lançou um livro de retrospectiva dos anos 80 e 90 e das suas previsões para a década seguinte. Na secção dos mais promissores futebolistas, ao lado de nomes como Quaresma ou Cristiano Ronaldo, aparecia o de Carlitos, um jovem a despontar na Liga Vitalis e com transferência firmada para o Benfica.

Os seus feitos no Estoril, onde subiu os canarinhos da 2ª B para a Vitalis e da Vitalis para a primeira não ficaram despercebidos. Jogou o Europeu de sub-21 pela selecção das quinas, sendo o único dos titulares que não jogava na divisão maior do futebol português. Marcou inclusivamente o golo que deu a Portugal o terceiro lugar no Euro 2004 de sub-21 já no prolongamento.

A sua ascensão era vertiginosa. Com carreira firmada na Arrentela, no Amora e no Estoril, era a vez do Benfica. Entrou nos encarnados no ano em que as águias quebraram o longo jejum de títulos. Carlitos iniciou a pré-época em Nyon a receber elogios de toda a gente, inclusivamente de Trapattoni. Há uma história de um treino, em que o italiano o mandou abrandar num exercício que se estava a realizar de sprints e agilidade, pois segundo ele, aquilo era demasiado veloz e poderia lesionar o atleta no caso de não conseguir abrandar da melhor forma nas curvas.

Contudo, teve o primeiro azar ainda nesse estágio. Lesionou-se e perdeu a embalagem que estava a começar a evidenciar. Para surpresa de todos, foi lançado às feras na sua estreia na pré-eliminatória da Liga dos Campeões contra o Anderlecht. O resultado de 3-0 a favor dos belgas e a sua substituição na segunda parte fizeram com que se levantassem algumas vozes críticas. Não se impôs na estreia, e o tribunal da Luz não perdoou.

Trapattoni, castigado pelas fracas exibições e alguns resultados menos conseguidos, não mais apostou no camisola 7 da Luz para o onze inicial. Jogou, quase sempre, não mais de 20 minutos, contrariando a média apenas uma vez, em que foi lançado ao intervalo, na famosa derrota de 4-1 no Restelo. Tudo lhe corria mal, face à conjuntura da equipa que o dificultava em termos individuais.

No ano a seguir, com Koeman, faz a sua estreia em Alvalade. Sem confiança e com um Benfica aos repelões, que perdeu o jogo, não mais voltou a merecer a convocatória do técnico para o onze inicial. Em Janeiro transferiu-se por empréstimo para o Vitória de Setúbal onde deu uma sapatada na crise e se revelou uma das principais peças dos sadinos que chegaram à final da Taça de Portugal.



Carlitos era titular e desfrutava do seu futebol, tendo feito 6 golos nessa segunda metade de época. Em 2006-2007 consumou a sua transferência para o Sion da Suiça onde foi estrela da companhia e marcou 9 golos nessa temporada. Transfere-se no ano seguinte para o histórico Basileia onde tem alternado momentos de grande influência com outros de pouca utilização. Tem 10 golos ao serviço dos suiços, mais duas mãos cheias de assistências para golo.

Esta temporada chegou a ser alvo do interesse da AS Roma de Itália, (nas passada sdo Lyon de França e falou-se no FC Porto) mas um alegado diferendo de verbas impossibilitou aquele que seria até ao momento o maior passo da sua carreira, pelo menos em termos de exigência e obrigação competitiva.

Aos 27 anos ainda tem muito para dar ao futebol, mas está na fase de deixar de ser a eterna promessa para se estabelecer como um bom jogador profissional de alto nível, caso queira deixar de ser visto como mais um dos que se perdeu, e que não soube potenciar em campo a valia individual que detém.

Prospecção Internacional (Guarda-Redes) - Matej Delac


Matej Delac (Inter Zapresic)
Idade: 17 anos
Peso: 82kg
Altura: 191cm
Nacionalidade: Croata

Com apenas 17 anos destacou-se ao serviço da equipa principal do Inter da Croácia onde tem brilhado a grande altura. Um ano antes esteve a prestar provas no Benfica mas os valores exigidos pelos croatas fizeram os responsáveis portugueses recuar. Delac actualmente joga pelo Inter por empréstimo do Chelsea que ao saber do enorme valor deste miúdo assinou de imediato contrato com ele. Muita presença física, muita maturidade e elegância nas suas acções, é intratável na sua zona de acção. Excelente nas estiradas, forte na forma como sai dos postes, seguro em cruzamentos e bolas mais complicadas. Sem dúvida um sucessor possível de Petr Cech nos londrinos.


Prospecção Internacional (Avançados) - Kris Boyd


Kris Boyd (Rangers)
Idade: 26 anos
Peso: 83kg
Altura: 186cm
Nacionalidade: Escocês

Histórico: 13, 19, 14, 27 e 20. Em cinco épocas, é este o registo de golos do actual melhor goleador do campeonato escocês na sua liga. É certo que na Escócia, e devido ao facto dos dois "grandes" serem demasiadamente superiores a todos os outros, exista maior propensão de golos dos seus avançados. Contudo, Boyd mostra mais do que isso. Presença na área, batalhador, exímio jogador de zona de finalização, onde aparece com muita frieza e inteligência para facturar. Ambidestro, forte de cabeça, potente e agressivo nas suas acções, está aqui um caso sério de golos caso alguém decida apostar nele a um nível mais alto. E já se falou em Ingleses e Turcos...


O que é feito de... (Maxi Lopez)


Corria o início do ano de 2005, fazia tinta nos jornais a possível contratação do Benfica de duas grandes promessas do futebol argentino. Chegou-se mesmo a falar na certeza e no contrato assinado entre todas as partes. Falo de Lisandro Lopez e Maxi Lopez. O Super Maxi como então vinha rotulado na altura, nunca chegou a vestir de encarnado, tal como, aliás, o primeiro.

O Barcelona, então à procura de um ponta-de-lança, avançou para a contratação da nova coqueluche argentina que nunca revelou o potencial que dele era esperado. Um dos seus maiores feitos em Barcelona, acaba por ser um golo numa eliminatória contra o Chelsea, que colocava os blaugrana na discussão (e vantagem) na eliminatória.

Longe de pensar que está terminado para o futebol (25 anos), a verdade é que é um dos tais casos que com maior poder de decidir o correcto para a sua carreira, poderia estar já a um nível bem mais vantajoso do que está actualmente. Soma clubes, depois de sair do River e de uma passagem fugaz por Barcelona, com empréstimo ao Maiorca, esteve duas épocas na Rússia, transferindo-se para o Grémio de Porto Alegre, de onde saiu actualmente para o Catánia de Itália.

Oportunidade para relançar a carreira... ou mais um movimento de franchising que tem, de forma frequente, repetido ao longo da sua carreira de profissional. A ver vamos se escreve história de outra forma.