Lembro-me de o ver jogar ainda como internacional jovem pelas selecções gregas. Ao observar o Paok - Asteras, notei uma evolução sustentada e sobretudo um acréscimo de objectividade que por vezes faltava ao seu jogo. É uma das principais esperanças helénicas para os próximos anos e tem, com Vieirinha, alternado a titularidade no clube de Fernando Santos. Koutsianikoulis é um jogador ambidestro, com qualidade de finta curta que se assemelha, e daí a comparação, a Messi, veloz e com bom sentido de baliza. Um nome a ter em conta...
A beleza do futebol traduz-se nas fintas, nos rasgos, no brilho que os intervenientes trazem para o jogo. Sem dúvida. Numa versão mais adequada às necessidades actuais, não existe nada no mundo do futebol que substitua o significado de uma palavra: eficiência. Ela resume, no meio de tantas nuances que podem existir num jogo de futebol, as necessidades obrigatórias que qualquer jogador tem de trazer para dentro das quatro linhas: eficácia.
Acontece que, o mais difícil nos dias de hoje, é encontrar jogadores que dentro do seu rendimento totalmente virado para a equipa e para o sentido objectivo do jogo, conseguem inserir-se na raíz do espectáculo puro do futebol técnico e brilhante, realizando esses movimentos sem a exuberância dos grandes artistas, mas que encarnam o papel dos verdadeiros realizadores do mundo dos espectáculos que o futebol pode produzir.
A sua forma de estar em campo, a subtileza e inteligência de todos os movimentos, a dimensão qualidade-eficiência-eficácia que acrescentam em todos os momentos do seu jogo, faz deles jogadores indispensáveis para qualquer treinador direccionado para as vitórias e sentido qualitativo do jogo.
Existem na Liga Portuguesa dois jogadores que são o espelho de toda esta situação que me venho referindo.
Alan, jogador do Sporting de Braga assume-se, na minha opinião, como o jogador mais valioso a actuar em Portugal. Não pelos malabarismos - que não faz -, não pelo mediatismo - que não tem - e muito menos pelas capaz de revista que, nunca, produziu. Alan é o expoente máximo do extremo clássico com raízes modernas, capaz de perceber todos os movimentos inerentes à sua metodologia de jogo, conhecedor dos terrenos laterais de profundidade e verticalidade do seu futebol, mas que vem denotando ao longo dos anos uma grande evolução sob o ponto de vista do jogo interior, de espaços curtos, da progressão e ruptura de espaços.
Vem, de forma sustentada, num nível qualitativo extremamente interessante e, actualmente, parece-me a peça chave de todo o futebol do Braga. Não descurando a importância de Vandinho em toda a estrutura do bloco bracarense, ele sim, o grande definidor de ritmos e momentos do jogo da equipa do Minho, mas Alan surge como principal jogador na organização ofensiva da equipa, pela capacidade de criar desequilíbrios e dar à equipa diferentes formas de se posicionar em campo e esticar o jogo ofensivo, quer por profundidade e em consonância com o cada vez mais culto Paulo César, quer em movimentos interiores de um dois toques e eficiência na hora de fazer golos.
Quanto a mim, aos 30 anos, surge no auge da carreira que possivelmente conhece esta temporada o seu percurso de maior glória. Se em termos físicos, e porque é um jogador profissional e sem histórico de lesões ao longo da carreira, aparenta estar na sua plenitude, não serão os seus 30 anos que o impedirão de subir um patamar em termos qualitativos na sua carreira. Eu acredito ainda que o estigma idade tem de ser desvalorizado.
O outro exemplo mais do claro cabe no corpo de Javier Saviola. Como já tive oportunidade de dizer em várias circunstâncias, o argentino do Benfica aparece neste momento como o principal jogador de toda a manobra ofensiva do Benfica, pela inteligência e subtileza de todo o seu futebol. Arrisco-me a dizer que é o argentino que define a forma como o Benfica sai em ataque ou organiza o seu processo ofensivo.
A extrema inteligência para perceber todos os momentos do jogo e conseguir posicionar-se de forma muito importante nos espaços entre-linhas concedidos pelo adversário, arrastando zonas de pressão e abrindo espaços para os seus companheiros, ou com bola, denotando enorme capacidade de progressão com bola e de furar, na sua espectacular finta curta e capacidade técnica individual, aliando isso à forma como aparece em zonas de finalização nos espaços então "esquecidos" pelo adversário, constituem um dos melhores jogadores que já vi actuar neste campeonato.
E atenção que eu faço uma distinção. Javier Saviola o melhor. Alan o mais valioso. São situações diferentes. No entanto, e tenho a certeza que Domingos e Jesus partilham a mesma opinião do que eu, se um clube da dimensão do Braga tivesse a possibilidade de escolher um dos dois, a hipótese recairia em Alan. Ao tratar-se do Benfica, Saviola sem dúvida.
Isto porque a equipa bracarense que dá importância percentual à dimensão transição ofensiva e eficiência de processos ofensivos e aí, um jogador como Alan é completamente preponderante pelas facilidades e qualidades que oferece ao futebol da sua equipa.
Num futebol de ataque organizado, de ruptura de espaços, de finalização e inteligência em progressão e basculação, sem dúvida que Saviola surge como um dos jogadores mais magníficos do futebol mundial actualmente. Daí escolher-se Saviola.
Como é bonito este futebol que se mistura o brilhantismo das capacidades técnicas individuais com a qualidade de processos e talento sob o ponto de vista colectivo e inteligência táctica. Se todos fossem assim...
Manuel José sabia o que dizia. Quando referiu ser este um jogador que teria lugar em qualquer clube em Portugal, Gilberto sempre o provou e exponenciou totalmente o seu futebol nesta CAN. Jogador de linha, tem uma cultura táctica acima da média para jogador africano. Conhecedor de todos os momentos do jogo e com inequívoca frieza de movimentos europeia, tem a fantasia do mais belo futebol africano nos pés, revelando-se principal artista com bola nos pés, em progressão e em constantes movimentos de ruptura entre linhas do adversário.
Joga também bem colado ao corredor, como possível lateral esquerdo ou a fazer todo o corredor, mas é na posição 11 que mais se destaca. Está numa fase de maturação futebolística já avançada, o que faz dele, actualmente, um jogador feito. Sem dúvida um bom reforço para qualquer emblema de nível médio da Europa.
O patrão da defesa argelina surge nesta altura da sua carreira, provavelmente, no pique de qualidade máxima que irá ter como jogador de futebol. Defesa central de grande porte físico, destaca-se pela notável leitura e sentido de antecipação que oferece ao seu jogo. Gosta de sair com bola, em progressão, cai muito bem nos corredores para dobrar, mostra-se forte nas alturas e muito seguro de todos os seus movimentos. Já passou por Inglaterra (Charlton) e vive agora os seus melhores dias na Escócia. Selo de qualidade.
Surpreendeu-me o "novo Zé Kalanga" de Angola. Mabiná, contudo, até pela idade e margem de progressão que apresenta, pode crescer bem mais como jogador do que o então estrela do público angolano. Mabiná cresce muito no seu futebol encostado ao flanco direito, onde lhe dá dimensão e profundidade. Denota uma grande capacidade de aceleração e velocidade com bola, destacando-se pela facilidade que tem em ir à linha e efectuar cruzamentos certeiros.
Kanu (Beira-Mar) Idade: 25 anos Peso: 77kg Altura: 188cm Nacionalidade: Brasileiro
Nos jogos que tenho visto deste novo Beira-Mar de Leonardo Jardim, um treinador que na minha óptica vai chegar longe no futebol em Portugal, tem-se destacado, em todos os momentos, um jogador que, salvaguardando as distâncias, assume um pouco a cara de "Bruno Alves" de Aveiro. Kanu é o patrão da defesa do actual líder da Liga Vitalis em Portugal, joga de cabeça levantada, é muito forte nas disputas físicas, quer em marcação ou antecipação, praticamente intransponível nas alturas e, ainda, com relativa velocidade que lhe permite fazer dobras e posicionar-se sempre muito bem tacticamente.
Face aos problemas financeiros do clube aveirense e à boa época que estão a realizar, certamente que muitos serão os bons produtos a dar nas vistas para poderem dar o salto. Kanu parece-me um jogador totalmente conhecedor das dimensões do jogo e com qualidade para fazer boa carreira nos clubes médios-altos da Liga Sagres.
Sou, desde sempre, defensor que o 2-3-1 é o sistema fundamental para os miúdos jogarem nos escalões de formação. Talvez por também ter jogado nele, quando pratiquei, sempre me acostumei a observar o 2-3-1 como o sistema mais equilibrado não só ao nível do preenchimento dos espaços e das dinâmicas de jogo no futebol 7, como essencialmente pelo desenvolvimento e experiências que os miúdos vão adquirir para o futebol de 11, que começa logo a fazer algumas selecções e a mostrar quem está, e quem não está, preparado para seguir o futebol de nível mais exigente.
Começando pelos 2 defesas, podemos chamar-lhes defesa direito e defesa esquerdo, defesa central direito e defesa central esquerdo. Só por este simples pormenor já faz um pouco da diferença. Um miúdo em 2-3-1, saber-se-à posicionar de forma correcta quer o adversário jogue com 1 ou 2 avançados, e irá aprender as nuances básicas da posição e imprimi-las em jogo. Tem de saber marcar, saber sair a jogar (será sempre a 1ª fase de transição), saber abordar o desarme, cair no corredor, bascular ao centro (caso o seu companheiro de sector descaia num dos lados) e dobrar exactamente o médio lateral de um dos lados.
Confesso que fico "doido" quando vejo equipas de 7 a jogarem com líberos, que os ensinamentos que esses miúdos têm ao longo do jogo é apenas fazer o desarme. Tudo bem a equipa ganha e tem uma linha defensiva intransponível. E o que acrescentará esse miúdo no escalão seguinte, com miúdos de outra faixa etária, mais desenvolvidos e com outra capacidade? E naturalmente aplicando a lei do fora de jogo e a incapacidade do miúdo para perceber todos os momentos do jogo...
Quanto aos 3 da linha do meio. Um na direita, outro na esquerda. Serão, muitas vezes, os primeiros elementos de construção, irão saber marcar, abordar o desarme, procurar o drible e superioridade numérica em desequilíbrios, irão aparecer sempre em zonas de finalização e criação. Saberão bascular dentro, e procurar roturas pelo flanco ou pelo corredor central. Tanto defensivamente como ofensivamente terão uma "formação" completa. O médio centro, de forma igual. Aprenderá a marcar ao homem ou à zona, saberá pegar no jogo desde trás e aparecer em finalização, combinar com os corredores e criar desequilibrios pelos corredores (central ou laterais)... vai-lhe permitir adquirir as experiências necessárias para desempenhar os papéis de 6, 8 ou 10 no futebol de 11.
O avançado não foge à regra do resto da equipa. Pode fazer o papel de jogador mais recuado, criador de espaços, tem de saber tabelar com os colegas, finalizar, estimular-lhe o sentido de pressionar na linha defensiva contrária, procurando saber aparecer entre linhas para jogar ofensivamente... no futuro poderá desempenhar qualquer posição ofensiva.
Esta é a minha visão sobre o melhor sistema a adoptar para a formação. Para além das vivências individuais e experiências adquiridas, os jogadores saberão desta forma encontrar dentro do 2-3-1 um conjunto de nuances ao nível da sua metodologia de jogo possíveis que se enquadrarão de forma perfeita no futebol de 11. Falo do passe de ruptura e espaço entre linhas entre médio centro e avançado ou médio ala, falo das combinações pelos corredores entre médio ala e defesa de um dos eixos com superioridade numérica na linha, falo de linhas de passe oferecidas pelo médio para virar jogo no lado contrário e o avançado fazer apoio próximo para arrastar o bloco defensivo contrário...
Costea vem adianto a promessa de dar o salto para um campeonato de maior expressão na Europa. A sua terra natal, Roménia, assim agradece. Jogador de ataque, capaz de jogar sobre um dos flancos em 4-3-3, ou no apoio a outro jogador com dois avançados, mexe-se por todo o campo, participa em todos os momentos da equipa, sempre com grande sentido de jogo colectivo. Ofensivamente assume-se, onde demonstra grande qualidade técnica e sentido de drible, com muita objectividade. Aparece muito bem a finalizar, com frieza. Leva actualmente 8 golos no campeonato romeno, tendo marcado nas edições anteriores 32 golos em 62 jogos. Especula-se na imprensa desportiva internacional que poderá transferir-se para o Wolfsburgo ou... FC Porto.
Quando Rui Costa e Zidane terminaram as suas carreiras, o fim de linha estava próximo. O futebol de hoje está diferente, e determinado tipo de jogadores encontra nuances diferentes no futebol de hoje que nada têm a ver com o de há uns anos atrás. Tenho a convicção que jogadores como Rui Costa e Zidane, teriam uma expressão menor se tivessem hoje, 2010, 18 ou 19 anos e a carreira de ambos estivesse a dar os primeiros passos.
As linhas estão cada vez mais próximas, o bloco é cada vez mais coeso e inteligente na pressão e, hoje em dia, é minha convicção, o 10 clássico, de vir buscar jogo atrás, de delinear lances a partir da retaguarda, deu lugar a dois tipos diferentes de jogador: o 6, que surge como primeiro elemento da zona de construção da equipa (que Redondo iniciou de forma esplêndida, e Pirlo assim o continua) ou um 10 moderno, um extremo fabricado de jogador de zona central, capaz de cair em espaços laterais e aparecer bem a finalizar.
No entanto, o estilo, a classe, a sobranceria de tanto talento, por vezes, é inquestionável nos jogadores que entram na elite dos 10 modernos. Foram sempre os mais virtuosos, desequilibradores, e apaixonados jogadores que vi jogar. Há muita gente que confunde técnica com finta. Estes eram os verdadeiros reis da técnica. Do passe, do toque de bola, da condução, das recepções orientadas, do passe longo e dos cruzamentos ou remates... técnica? É tudo isso, e não apenas o drible.
Hoje irei falar dos dois últimos jogadores no futebol Mundial desse estilo, por vezes algo "molengão", sem a expressividade e a estonteante velocidade de processos de outros, mas com uma classe e eficácia qualitativa, só ao nível dos predestinados.
Quem sabe, nunca esquece
E não faria mais sentido. Juan Sebástian Verón, percebeu cedo de mais que as suas características de jogo se adequavam de melhor forma a posições mais recuadas do terreno. Longe dos espaços de pressão mais altos, ele soube ser um 8 disfarçado de 10, com liberdade para definir acções e ritmos.
Nasceu para o futebol no Estudiantes de la Plata, saindo para o Boca onde fez 17 jogos, tendo permanecido no clube de Maradona apenas 6 meses. O seu futebol era vistoso e Itália foi a sua seguinte paixão, realizando duas épocas de grande regularidade na Sampdória. De lá acabou por fazer do Parma ponte para a Lázio, onde conheceu algum do seu maior sucesso a nível desportivo, dando nas vistas ao ponto de convencer Ferguson a realizar a sua contratação.
42 milhões de euros, isso mesmo, o que o United pagou à Lázio pelo talentoso argentino. Foram três anos de confirmação no Manchester, onde ganhou um título, e mostrou ao Mundo de forma mais clara toda a sua qualidade. Quando Abrahmovic, o excêntrico russo entrou para o Chelsea, "Seba" foi um dos seus maiores desejos, e acabou por se transferir para Londres, onde não convenceu José Mourinho a continuar com ele, tendo sido emprestado ao Inter.
Foram dois anos de brilhantismo em Itália, onde venceu com o Inter um campeonato, duas taças e duas supertaças. Verón, presença constante na selecção das pampas, entendeu, aos 30 anos, que o seu percurso na Europa estava terminado.
Regressou a casa, de onde nunca deveria ter saído, confessa tempos depois, para jogar no Estudiantes. Há o mito que os grandes jogadores regressam aos pequenos clubes onde se formaram para pendurar as botas e fazer a transição do futebol de alto nível para a reforma. Verón encarregou-se de provar o contrário.
Já levou o Estudiantes a uma final da Libertadores, sendo eleito há dois anos consecutivos, o futebolista sul americano (a jogar naquele continente) do ano. Actualmente, com 34 anos, recusou receber o salário monstruoso que sempre auferiu, dando esse dinheiro às camadas jovens do clube. Um exemplo a seguir!
Não me lembro de outro jogador naquela altura, que tenha movimentado tanto dinheiro na sua carreira por contratações. Seba jogou em 8 clubes, gerando-se à volta de si, só em transferências... 117 milhões de euros.
O mago dos momentos mágicos
Juan Roman Riquelme ou 10 romântico, quer dizer exactamente a mesma coisa. É o espelho de uma geração de grande qualidade que está a terminar. Jogador de personalidade forte, passou quase toda a vida no seu clube do coração, o Boca Juniores.
Foi de lá que se transferiu para o Barcelona, onde não foi feliz, mas encontrou concretização europeia no seu seguinte clube, que acabou por liderar e traduzir-lhe expressão completamente diferente. O Villarreal, com ele, encontrou um comandante que antes não tinha, tendo atingido as últimas rondas da Liga dos Campeões e elevado o estatuto de um clube modesto, que pertence a uma vila espanhola sem o número de habitantes suficientes para encher o Estádio do submarino amarelo, a níveis inimagináveis.
Riquelme ganhou tudo na Argentina a nível de clubes e de selecções jovens, onde de facto lhe auguraram sempre um futuro ao nível dos predestinados, ao nível, e o sucessor natural, de Maradona. Não o foi por não ter explanado ao mais alto nível e da melhor forma, todo o talento que tinha e que deixou, certa parte dele, no futebol de formação, mas o que tinha era inegavelmente do melhor que se viu na última década do futebol.
Um 10 com inegáveis recursos técnicos, usava e abusava da finta para se divertir em campo, onde ficarão para a história alguns dos dribles mais vistosos que alguém fez no Mundo do futebol. Ontem um jovem jogador perguntava-me qual era a melhor finta do Mundo, eu respondi-lhe que era a que iria dar golo, e Riquelme por vezes esquecia isso.
Sempre fez do futebol e do jogo um Mundo muito próprio, com os rasgos e o talento ao nível de quem realmente tem um dom, mas que com mais objectividade, teria catapultado a sua carreira para um patamar dos todos-poderosos da história do jogo.
Foi distinguido pelo jornal "El País" o melhor jogador do Mundo no ano que deixou o Boca para jogar no Barça. Actualmente está em casa desde 2007, quando entrou em litigio com Pellegrini no Vilareall, o actual treinador do Real Madrid, tendo recusado jogar na Selecção Argentina com Maradona, pois não gosta, e entrou em choque, com aquele que todos o apontaram ser, no meio de tantos, como o verdadeiro sucessor de Dieguito.
Idade: 22 anos Peso: 79kg Altura: 187cm Nacionalidade: Brasileiro
Numa altura que tanto se fala no novo Jardel do Benfica, Alan Kardec, surge no Vitória de Setúbal um jogador com todas as credenciais para se assumir como mais um da linhagem de sucessores do lendário brasileiro em Portugal. Depois do Jardel de Coimbra (João Tomás), do novo Jardel da Luz (Kardec), eis que aparece Henrique, comparativamente a Kardec com números semelhantes (até jogava a um nível superior) e com todas as condições para abrilhantar em Portugal a sua carreira. Conheci-o do Guarani, é um jogador alto, muito forte na impulsão e no jogo aéreo. Sabe segurar, gosta de se virar e rematar, aparece muito bem na área. Sinceramente não esperava vê-lo pelos sadinos (não singrou no Timão), mas é aproveitar a sua estadia. Tem o seu melhor ano em 2008 com 7 jogos e 8 golos no Campeonato Paulista pelo Guarani. Estou ainda expectante para ver se o Tiago Luis (ex-Santos) se afirma definitivamente em Leiria.
21 golos na segunda divisão, 16 na época de estreia na primeira e actualmente melhor marcador na nova época com 9 golos. 3 golos pela Selecção. É este o cartão de visita de uma das maiores promessas do futebol polaco. Lewandowski tem 2 golos na Uefa e 2 na Qualificação para o Mundial. Avançado, capaz de jogar na área ou em espaços mais dimensionais, destaca-se pela sua grande capacidade técnica e facilidade de adornar os lances em situações de grande objectividade e capacidade de resolução. Tem como principal característica a facilidade de remate, sempre seco e venenoso. Um jogador muito talentoso, que se espera que dê o salto em breve.
Idade: 21 anos Peso: 80kg Altura: 186cm Nacionalidade: Níger
Nascido em Niamey, no Níger, vi este jogador na sua melhor temporada até agora, ao serviço do Lokeren. Chega agora emprestado ao Braga depois de não ter feito afirmação total no CSKA, mas ter marcado alguns pontos. Maazou assume-se como uma excelente contratação dos arsenalistas. Jogador muito veloz, explosivo, parece-me que vem fazer um pouco de Renteria, capaz de ocupar uma das faixas em movimentos interiores e libertar mais Alan na profundidade, ou ocupar a posição 9 (a sua natural) esticando o jogo do Braga com mais velocidade e perigo em transições. Parece-me que é um reforço da dimensão que o Braga quer disputar em Portugal. Boa opção.
Welliton (Spartak) Idade: 23 anos Peso: 74kg Altura: 175cm Nacionalidade: Brasileiro
Explodiu finalmente esta época. Apesar do seu talento ser totalmente reconhecido, as lesões, os problemas, sempre o impediram de dar o máximo rendimento ao seu futebol. Este ano, tudo mudou. Avançado a toda a largura do campo, não se resume ao trabalho de área, aparece nos flancos, cria desequilíbrios pela grande velocidade e capacidade de drible, jogando muito bem em zonas de finalização, onde demonstra grande frieza e qualidade. Será um dos próximos bons produtos, certamente, de um clube com maior expressão na Europa.
Idade: 22 anos Peso: 73kg Altura: 178cm Nacionalidade: Português
Há muito que sigo este jogador. Toda uma vida de formação ligada ao Porto, apareceu em grande na Naval na 1ª Liga e despertou-me imenso à atenção. Uma alegada proposta do estrangeiro que quis aceitar, ao facto de ter rejeitado novo contrato, fizeram-no perder um ano. Ressuscitou em Coimbra, onde tem sido um dos melhores dos estudantes esta época. Jogador de corredores, muito forte no drible e que me parece cada vez mais maduro e objectivo no seu jogo. Possante fisicamente dentro do seu estilo, muito veloz, vai dar que falar.
Explodiu no ano passado. Fez formação no Loures e no Alverca, destacou-se na Madeira, para onde se transferiu no seu primeiro ano de Sénior. É um dos jogadores mais explosivos do nosso campeonato, talhado para estratégias de transições rápidas e contra-ataques puros. Contudo, pelo potencial que demonstra, parece-me que é um jogador que lapidadas as suas potencialidades poderá acrescentar muito mais ao jogo da sua equipa. Veloz, talentoso, tecnicista, finalizador, está aqui uma excelente opção para algo mais do que o Maritimo. E vai estar na CAN!