segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Um clássico de contrastes


Numa semana atribulada, com muitas lesões e castigos, o Benfica deu este Domingo uma prova cabal do que deve ser uma equipa de futebol e porque princípios se deve reger. Sem os dois extremos que melhor esticam o jogo da equipa, sem o municiador e principal jogador que define critério e qualidade com bola na organização ofensiva da equipa e com as mais recentes incógnitas das exibições menos conseguidas ultimamente de jogadores como César Peixoto, Quim, ou mesmo as dúvidas sobre Menezes e Weldon, o Benfica mostrou hoje toda a qualidade e toda a vontade de uma equipa que tem de lutar por um só objectivo: ser campeão nacional.

O Benfica mostrou ter essencialmente união. Um plantel não são 11 jogadores. São 25/26/27, tanto faz. Todos têm de estar preparados física e psicologicamente para integrar as escolhas do técnico nos mais variados momentos, seja em que jogo for. E hoje Jesus manteve a metodologia de jogo colectivo e as directrizes da equipa nos seus variados momentos, alterando apenas os jogadores que foi obrigado a colocar em campo.

Individualmente o destaque vai para Saviola, que é na minha opinião o jogador mais importante na estrutura da equipa do Benfica. A forma como o Benfica faz a sua transição ofensiva e processa a sua organização ofensiva, é essencial ter um jogador das características do Saviola e com a sua inteligência e leitura de jogo. A qualidade com que desposiciona os jogadores defensivos contrários, a subtileza e imensa qualidade com que aproveita e explora as entre-linhas dos adversários, a qualidade de drible curto e progressão com bola... sem dúvida um fantástico jogador... e admito que quando saiu a confirmação da sua contratação torci o nariz. Já me provou que os grandes homens, joguem onde jogarem, têm brio e amor ao que fazem e é impossível não se render a um clube com a dimensão do Benfica.

Javi Garcia, autêntico patrão da equipa, arrisco-me já a dizer. Um lutador com inegável qualidade posicional e de cultura de jogo, um exímio recuperador de bolas e com uma garra e vontade incríveis. À Benfica, à antiga, realmente! David Luiz fez um jogo muito forte sob o ponto de vista de maturidade que por vezes lhe falta, inteligente e astuto a adivinhar muitas das movimentações do ataque do Porto em progressão, grande jogo. E, claro, Urreta não me surpreendeu, fez 50 minutos de muita qualidade, tem muito talento e para mim ele e Coentrão devem ser os donos daquele lugar.

Não podia deixar de destacar Ramires. Faltam-me adjectivos para qualificar a forma como sai de uma lesão grave e passado 6 dias está a jogar o clássico. Jogadores com este querer e vontade fazem falta ao futebol e à sociedade em geral. Incansável, um posso de força e qualidade!

O Porto apresentou-se demasiado receoso, continuo sem perceber a inexistência de uma aposta acertiva no Belluschi, pois o Porto sem ele joga claramente em inferioridade. Belluschi é um jogador com critério e qualidade na organização, remata bem de fora, sabe pautar os ritmos de jogo da sua equipa, é inteligente... não percebendo a insistência em Guarin, o jogador fetiche de Jesualdo.

Hulk está claramente fora de forma, é um jogador que na minha opinião com um trabalho sustentado de evolução das suas características pode ser de top mundial, mas que esta época tem tardado a dar o salto. Hoje foi preterido no assalto final do Porto, nunca esteve em jogo, sendo anulado com maior ou menor dificuldade pela defensiva do Benfica.

Bruno Alves e Raul Meireles são os melhores jogadores do Porto nesta altura, têm qualidade e identificação com as estratégias e exigência de um clube que nos últimos anos tem sido muito forte dentro e fora de portas.

Por falar em identidade, resta-me, para terminar, abordar a temática desta forma (que uma mensagem que recebi no telemóvel - não sei de quem, alguém que se acuse - me alterou para este facto): Nos 22 jogadores que entraram em campo, apenas 6 portugueses no onze, três para cada lado: Quim, César Peixoto e Carlos Martins no Benfica; Raul Meireles, Bruno Alves e Rolando no Porto. Que futuro para o futebol nacional?

sábado, 19 de dezembro de 2009

Alex Teixeira no Shakthar


O extremo Alex Teixeira que já aqui falei dele e que se encontra na barra lateral do blog (vídeo da semana), está muito perto dos ucranianos por uma verba a rondar os 6 milhões de € e irá aumentar o contingente brasileiro em Donetsk. O Vasco vende uma das suas maiores jóias da coroa e vamos ver como será a adaptação do brasileiro à Europa.

Prospecção Nacional (Médios)

Porque não há nada como o bom produto português tanta vez desvalorizado e deixado para segundo plano...

Ruben Micael (Nacional)
Idade: 23 anos
Peso: 73kg
Altura: 175cm
Nacionalidade: Português


Assume-se actualmente, na minha opinião, como o melhor médio português do campeonato, a par de Raul Meireles. Ruben Micael, formado no União da Madeira, cumpre este ano a sua segunda época na 1ª divisão que tem servido para o confirmar totalmente como um dos grandes valores portugueses para os próximos anos. É um jogador que mescla a cultura táctica e sentido de preenchimento de espaços de um '8' com o rigor e critério no passe de um '10'. Gosta de aparecer em zonas de finalização, onde demonstra muita frieza. Faz golos, faz assistências, joga e faz jogar. Sem dúvida um jogador a mais para o Nacional. Os grandes ou o estrangeiro irão ser certamente o seu destino. É o 2º melhor marcador da Liga Europa, onde o Nacional foi eliminado, com 5 golos.

Paulo Regula (Vit. Setúbal)
Idade: 20 anos
Peso: 71kg
Altura: 184cm
Nacionalidade: Português


Apareceu a época passada no Vitória mas tem tardado a ser aposta esta temporada. Mesmo assim, com Manuel Fernandes, já vai aparecendo. Conheci-o como Junior e sempre mostrou muito talento. Jogador da posição 10, muito forte no passe e intenso no seu futebol. Gosta de organizar todo o futebol da sua equipa e aparecer com qualidade em situações de um para um para abordar o drible e rematar, ou procurar passes de ruptura para os colegas. Um jogador muito forte, vai fazer certamente excelente carreira em Portugal.

Miguel Rosa (Carregado)
Idade: 20 anos
Peso: 67kg
Altura: 174cm
Nacionalidade: Português


A Liga Vitalis é pequena demais para ele. Depois de na época transacta cumprir o seu primeiro ano de Senior no Estoril, onde esteve na luta pelo prémio de melhor marcador da equipa, ascendeu rapidamente a um nível competitivo, de resto esperado para quem o conhecia, a nível profissional. É um jogador muito aguerrido, um recuperador de bolas, mas também muito forte no passe longo ou curto e na forma como anda um pouco por todo o campo. Actualmente leva 4 golos na Vitalis, é o melhor marcador do último - o Carregado - e o Benfica deverá estar certamente de olho na sua evolução para, quem sabe, poder alterar algo em Janeiro. É que se na época passada o seu Estoril andou até às últimas jornadas na luta para poder subir, este ano não se justifica um retrocesso no colectivo em que foi inserido, quando o seu percurso exigia algo mais. Tem muito talento e para quem se sente familiarizado com a expressão... "Um jogador à Benfica!"

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Prospecção Internacional (Avançados)

O futebol em Portugal continua cada vez mais condicionado pelas jogadas de bastidores de empresários e dirigentes e os mercados de acção nas épocas de transferência mantêm-se, ao longo dos anos, intactos: a aposta no Brasil veio para durar (hoje em dia é o Benfica que aposta em larga escala nos canarinhos) e parece não ter fim.

Hoje vou falar de alguns jogadores, de mercados alternativos, com qualidade para fazer boa carreira por essa Europa fora, já que em Portugal, não se aprende com os constantes erros.

Nemanja Nikolic (Kaposvár)
Idade: 21 anos
Peso: 79kg
Altura: 184cm
Nacionalidade: Sérvia


O sérvio de 21 anos a cumprir a sua segunda temporada na liga húngara está a brilhar a grande escala naquele país. Actualmente lidera a lista dos melhores marcadores com 12 golos marcados (a actuar no 7º classificado da Liga) e é comparado frequentemente a David Villa. A sérvia vem formando ao longo dos anos (mais concretamente a região de Belgrado - de onde Nikolic é natural) grandes avançados e a olhar ao futebol que Nemanja apresenta tem os requisitos necessários para cumprir essa linha de sucessão. Dotado de excelente inteligência táctica, joga sobretudo como avançado móvel, nos espaços entre linhas e nas costas dos defesas. Gosta de ter bola e definir lances em progressão, revelando um grande sentido de baliza e uma frieza incrível na hora de finalizar. É ainda dotado de uma apreciável técnica individual. Tem futuro.



Artjoms Rudnevs (Zalaegerzseg)
Idade: 21 anos
Peso: 70kg
Altura: 178cm
Nacionalidade: Letã (Letónia)


O designado 'rato de área'. Este jogador nascido na Letónia, uma das antigas repúblicas soviéticas, vem impressionando também na Hungria, a actuar no quatro classificado da liga local. Já marcou 11 golos, segue na perseguição a Nikolic e destaca-se por muitos dos atributos em cima descritos para o sérvio. Só que Rudnevs é um trabalhador nato, exímio no jogo de cabeça (para a baixa estatura) e consegue criar muitos desequilibrios pelo seu excelente posicionamento a enganar os defesas. Tem uma grande facilidade de remate com ambos os pés, não fazendo cerimónia na hora de visar a baliza. Com oportunidade, pode crescer como jogador.



Mostafa Karim (Al Sharjah)
Idade: 22 anos
Peso: 67kg
Altura: 176cm
Nacionalidade: Iraquiano
Os petro-dólares fazem a diferença no rumo da economia Mundial e já chegaram ao futebol. Existem muitos bons jogadores 'perdidos' pelos países ricos da Ásia, depois de boas carreiras na Europa, de onde se transferiram para clubes sem qualquer expressão mas que pelo salário que auferem e para olharem pelo seu futuro preteriram uma boa carreira desportiva em prol do dinheiro. Nem só de jogadores já conhecidos da Europa (que um dia destes falarei) são dotados os clubes ricos do médio oriente. Mostafa Karim surge aos 22 anos como uma das maiores esperanças do futebol iraquiano (a par de um cérebro seu companheiro de selecção a jogar na Holanda) onde disputa com argentinos e brasileiros o topo da lista dos melhores marcadores da 1ª Liga dos Emirados Árabes Unidos. Karim é um jogador móvel, de corredores, que utiliza a sua velocidade e capacidade no um para um para causar perigo às defesas adversárias. É muito objectivo no seu futebol, ataca a baliza sem pedir licença e é dotado de um forte remate. É daqueles que caso alguém decida apostar nele... pode triunfar. E anda gente bem pior do que ele por essa Europa fora nos clubes ditos de nomeada.


quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Opinião: Talento vs. Objectividade - Reverso da Medalha


Ontem, dei alguns exemplos de jogadores que apesar da sua genialidade e criatividade técnica, não conseguiram, ainda, apurar o seu estilo de jogo de forma a terem objectividade para acrescentar à equipa. Para uns, o talento que têm nos pés não chegou para terem invariavelmente passado ao lado de uma grande carreira, para outros o futuro ainda lhes reserva a esperança de ver a sua fantasia triunfar.

Hoje, irei abordar esta temática pelo outro lado. Observando os jogadores que apareceram como grandes fantasistas e apaixonados pelo drible e pelo lado - se é que o há - perfeito do futebol, e que conseguiram adquirir os ensinamentos necessários para moldar o seu jogo ao que é exigido a alto nível. Por o terem feito ainda enquanto jovens, ganharam o seu espaço no topo do futebol mundial de todos os tempos.



Cristiano Ronaldo é um desses maiores exemplos. Apareceu no Sporting como um jogador apaixonado pelo drible, que sempre que pegava na bola procurava ir para cima do adversário e deixá-lo pelo caminho. Perdia algumas vezes a bola, é certo, mas também vencia muitas vezes esses duelos.

A sua transferência para Manchester foi o que deu o click que faltava no seu futebol. Alex Ferguson tinha em mãos um diamante bruto, para ser lapidado e, Ronaldo, pela vontade de aprender e de procurar sempre mais, alterou muito do seu estilo de jogo em prol do colectivo, o que o fez crescer imenso como jogador. Já dizia um treinador que conheci que "Um jogador só consegue atingir os seus objectivos pessoais se a equipa em que está inserido atingi-los no campo colectivo".

E defacto, assim foi. Cristiano deixou de ser um malabarista nato, um fantasista, para passar a ser, num espaço de 2 ou 3 anos, um jogador "programado". Mais rápido, mais forte fisicamente, mais inteligente, mais conhecedor dos espaços mas, acima de tudo, muito mais objectivo. Hoje em dia olhamos para o Cristiano e já não vemos um drible com tanta frequência. Vemos um jogador mais astuto na procura dos espaços para desequilibrar e na tentativa de procurar com os colegas encontrar os caminhos da baliza.

A adaptação que teve de fazer do seu futebol foi essencial para se ter tornado no melhor jogador do Mundo. No Sporting, outro jogador que apareceu um pouco antes do Cristiano e que também melhorou muito nesse aspecto foi o Quaresma. Apareceu como um dos maiores fantasistas de sempre formados em Portugal, e alterou o seu estilo de jogo.

Antes procurava a linha e lá driblava, até mais não. Hoje é um jogador que moldou o seu espaço de jogo numa óptica de colectivo. Procura o drible para dar frutos. Tenta as trivelas e os lances de magia para criar lances de perigo para as balizas adversárias. Não atingiu nem irá atingir o nível do Cristiano... mas isso são outras praias.


Robinho nasceu com o talento nato do fantasista e predestinado jogador brasileiro. Apareceu no Santos a fazer bicicletas e brilham no youtube os vídeos dos seus malabarismos. Mas Robinho deu a dimensão seguinte ao seu futebol. Deixou de ser um jogador individual e passou a sê-lo para o colectivo.

Hoje em dia, os espaços no futebol estão muito reduzidos, os desequilibradores têm cada vez maior dificuldade e as linhas de pressing e cobertura estão cada vez mais exigentes sob o ponto de vista de anular o tempo de pensar e executar e o espaço no futebol. É por isso que os jogadores fantasistas têm de ter lugar para desamarrar esses factores. Se integrados numa cultura de jogo colectivo, com as dinâmicas de um colectivo que tem de jogar sempre em bloco, e não dividido por blocos, irão fazer a diferença.

Pegando num último exemplo, no Futsal, Falcão, o melhor jogador do Mundo, chegou a afirmar que quando era mais novo, só queria dribles e "sacanear" os adversários. Não fazia golos. Aprendeu a usar a sua habilidade em prol da equipa, num sentido de objectivo muito direccionado para a baliza contrária. Continua a "sacanear", mas da melhor forma: vai terminar invariavelmente em lance perigoso ou mesmo em golo. E nada vale mais do que isso.

No tempo que vejo futebol, só conheci um jogador que nunca diferenciou o seu estilo de jogo. Sempre conseguiu triunfar no futebol de alto rendimento da mesma forma: fantasista, driblador, irrequieto, desamarrado das exigências tácticas dos dias de hoje. Sempre teve a sua objectividade q.b., porque se não a tivesse não era nem 1/10 do que foi, mas sempre que tinha oportunidade, metia um drible mais vistoso, procurava um lance mais bonito. Teve, sempre, consciência de fazer tudo isso em prol do grupo. Para mim, foi e é um dos melhores de sempre. Chama-se Ronaldinho Gaúcho.


Prospecção Nacional (Extremos)

Ukra (Olhanense)
Idade: 21 anos
Peso: 68kg
Altura: 175cm
Nacionalidade: Português

Vi o Ukra pela primeira vez quando era Junior do FC Porto, ao lado de Castro, Fredson, Rui Pedro - hoje todos em bom destaque nos nossos campeonatos - e foi ao Seixal jogar com o Benfica de Bruno Lage, que os «encarnados» venceram por 1-0. Desde aí, assistiu-se a uma evolução muito grande do jogador. Hoje, assume-se como um dos extremos mais promissores para a selecção principal nos próximos anos. Jogador ambidestro, pode jogar em ambos os flancos, veloz e com grande qualidade técnica, é muito forte no um para um e cada vez mais forte nas bolas paradas. É humilde e gosta de trabalhar, e isso reflecte-se. Para já, os sub-21 são a sua praia e está a crescer a passos largos para poder atingir o rendimento necessário para a equipa principal dos «dragões».

Fredy (Belenenses)
Idade: 19 anos
Peso: 73kg
Altura: 174cm
Nacionalidade: Português


Acompanho o Fredy desde o seu 1º ano de Juvenil. As características mantém-nas: Muito rápido, agressivo, forte na explosão e no drible e na facilidade de remate com os dois pés. Num Belenenses a fazer, mais uma vez, um ano fraquinho, é um dos jogadores em maior foco na equipa azul. Assinou contrato de formação desde muito cedo (o que afastou os grandes de si) e está a crescer a olhos vistos no Belenenses. Também já está nos sub-21 e promete crescer como atleta. Dinâmico e com intensidade, pode fazer uma carreira muito interessante no nosso futebol.

Wang Gang (Beira-Mar)
Idade: 20 anos
Peso: 78kg
Altura: 187cm
Nacionalidade: Chinês


A locomotiva de Chaves, assim era conhecido o Chinês que ajudou a subir os nortenhos e brilha agora em Aveiro, ao serviço do Beira-Mar. Leonardo Jardim sempre o entendeu como uma arma secreta. É um jogador de espaços laterais, mas também joga pelo corredor central. É muito veloz e dinâmico, tem uma intensidade de jogo fora do normal. Embalado é dificil de parar. Está a fazer uma boa época, leva 3 golos, sendo que apenas por uma vez foi titular. Com tempo e oportunidade, faz-se jogador no nosso campeonato.

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Opinião: Talento vs. Objectividade


Hoje, na faculdade, um professor meu disse: "O futebol não é de quem brilha, é de quem ganha". Foi o tópico ideal para escrever sobre esta temática que tantas vezes se confunde e discute no Mundo do Futebol mas que faz toda a diferença.

Têm ficado pelo caminho, ao longo dos anos, muitos jogadores virtuosos, com excelentes capacidades no um para um, mas que não conseguem dar a dimensão seguinte ao seu futebol, fruto de baixos índices de objectividade e produtividade em prol do colectivo. Hoje em dia diz-se que não há espaço no jogo, e realmente isso acontece. As equipas, os treinadores, os jogadores, compreendem hoje muito melhor o jogo, existe uma preparação e uma metodologia cada vez mais preparada para se dar um equilíbrio no espaço de jogo, que tem de ser "desmontado" pelos tais virtuosos, talentosos jogadores capazes de aparecer entre linhas, fazer um drible e ficar na cara do guarda-redes, fazer um passe a isolar um companheiro... os que resolvem jogos.

Mas, existe também os que fazem tudo isso, só que pela irregularidade com que o fazem e a pouca cultura de jogo e pouca dimensão que acrescentam ao seu futebol ao nível das decisões que tomam, acabam por nunca atingir o ponto qualitativo que se esperaria deles. E é sobre alguns desses casos que vou falar a seguir.

Di María (SL Benfica) - O argentino que todos bem conhecem, constitui hoje na minha opinião um dos casos mais flagrantes de contraste existente entre o talento e a objectividade de um jogador de futebol. É um jogador muito veloz, com uma capacidade de aceleração como se vê pouco nos dias de hoje.

Bom no drible e na capacidade de penetração, é um jogador que aos 21 anos pouco ou nada evoluiu sob o ponto de vista táctico e de cultura do jogo para poder dar o salto que o seu talento exigia. Na maioria das vezes decide mal, tem dificuldade em perceber os ritmos de um encontro, é pouco voluntarioso defensivamente e revela um íncide baixíssimo de qualidade no remate.

Di María tem no Benfica 100 jogos oficiais e... 6 golos apontados. Saíram da Luz sem convencer, sem deixar saudades à maioria dos adeptos, mas os números falam por eles (em idênticas situações competitivas e posicionais com o argentino, e em comparação com este): José António Reyes - 35 jogos, 6 golos -, Laurent Robert - 15 jogos, 3 golos - e Freddy Adu - 19 jogos, 5 golos.

Não é a principal função de um extremo fazer golos, correcto. Mas nem aí Di Maria impressiona. O número de assistências que realiza para os seus colegas só este ano são relevantes no Benfica, mas as más decisões do argentino com bola, os lances que não ganha aos seus adversários, ou que não lhes dá objectividade no jogo, são inúmeros. Para juntar, esta época, os casos de pura e simples "burrice" em campo, quando chuta a bola contra o banco do Braga e gera toda uma confusão que prejudicou o Benfica no jogo e nos seguintes, e agora em Olhão, que prejudicou essencialmente o Benfica nesse jogo, e não vou dizer para os seguintes... porque não originou a expulsão de mais nenhum colega.

Celsinho (Sporting CP) - O que é feito dele? Chegou ao Sporting rotulado de craque. No Brasil os vídeos de inúmeros lances de magia no drible, facilidade de remate e qualidade na criação de espaços de finalização, faziam dele uma das grandes promessas do futebol brasileiro - foi inúmeras vezes comparado a Ronaldinho Gaucho. Nos dois anos que esteve na Rússia, no Lokomotiv, fez apenas 6 jogos. No Sporting 7... todos em competições de menor importância e onde sempre destacou o seu desfazamento da realidade do futebol actual. Pouca intensidade, muito jogador de espaços curtos e dribles rápidos, mas sem o passo seguinte... a dimensão de ocupação de espaços com bola, de objectividade nos seus movimentos e lances... ainda é jovem, tal como o exemplo de Di Maria... mas há coisas que não se aprendam, e a objectividade no futebol é uma delas.

D'Alessandro (Internacional) - Chegou a ser comparado, como tantos outros, a Diego Armando Maradona. Estreou-se em 2001, com 19 anos, na Selecção "A" Argentina. Rendeu muito aos cofres do River, na sua transferência para o actual campeão da Alemanha, Wolfsburg, devido à sua qualidade com bola, os espaços que criava no jogo, a capacidade de drible e penetração em progressão... um pé esquerdo que fazia maravilhas. Na Alemanha apareceu pouco, apenas a espaços e com rasgos aqui e ali mas sem a regularidade exigida, foi emprestado ao Portsmouth (o maior entreposto de jogadores da última década) onde fez meia época, passando dois anos no Saragoça de Espanha, onde nunca convenceu e ficou ligado à descida de divisão do clube (tal como Pablo Aimar).

Regressou à Argentina e hoje joga no Internacional do Brasil. A pouca dinâmica e intensidade que dá ao seu futebol, a também débil condição física (poder de choque e resistência) e as dificuldades que demonstrou sempre em traduzir para a equipa os seus argumentos técnicos, foram as principais razões que o fizeram passar ao lado de uma grande carreira. Ainda é jovem, mas já não vai a tempo de atingir o ponto qualitativo que obtiveram alguns dos seus companheiros na então campeã do mundo de sub-20 argentina, onde foi considerado um dos melhores da competição. Falo de Javier Saviola, Coloccini ou Maxi Rodriguez.

Leandro Romagnoli (San Lorenzo) - Outro dos colegas de D' Alessandro na selecção sub-20 argentina que brilhou em 2001. Chegou ao Sporting com muitas 'ganas', as mesmas que os adeptos tinham de o ver jogar. Dotado de inegáveis qualidades técnicas, nunca mostrou em Alvalade a objectividade que se exigia a um jogador da sua posição. Com o talento de poder decidir uma partida, Paulo Bento nunca foi grande apreciador das qualidades do argentino. A falta de ritmo que evidenciava, a pouca objectividade que metia no seu jogo, onde raramente encontrava espaços para penetrar e finalizar, a dificuldade que apresentava em decidir o rumo da organização ofensiva da equipa, tudo foram factores que o levaram a fazer passar quase como um despercebido pela história do clube. E qualidade ele tinha...


Álvaro Recoba (Panionios) - Recoba foi apresentado ao Mundo do futebol como um dos melhores pé esquerdos que a bola conheceu. Dotado de inegáveis capacidades técnicas, revelou, contudo, um cariz de jogo completamente oposto ao rumo que o seu talento apontava. Era um jogador pouco culto tácticamente, que precisava de espaço para brilhar. Quando era alvo de maior marcação ou de algo que o fizesse ter de procurar adoptar um estilo diferente ao seu jogo, nunca foi capaz de concretizar.

Procurava sempre resolver de meia distância com o seu forte pontapé, apresentava algumas limitações ao nível da objectividade que se pretendia, pois sempre valorizou dar mais um toque, meter mais um drible no lance, procurar o golo bonito, do que jogar simples e de forma objectiva. Passou ao lado de uma grande carreira, apesar de ter sido dos meus favoritos que vi jogar.

Nem de propósito. O clube grego anunciou esta noite em comunicado a rescisão amigável do contrato que ligava o Panionios a Álvaro Recoba, pelo que este poderá ter sido o fim da carreira do uruguaio de 33 anos.

E é com ele que termino o grosso do meu post.



Todos os jogadores que foquei são amplamente conhecidos pelos nossos adeptos, e todos têm em comum o facto de terem nascido na América do Sul. Coincidência. O produto sul americano é mais fantasista, foca-se mais o talento individual do que a cultura táctica e sentido de objectividade (que muitos mostraram ao longo da sua carreira pela aprendizagem europeia, como Messi, Ronaldo, Rivaldo, Romário, Ronaldinho, Verón, Crespo entre outros).

Daí ser mais comum aparecerem sul americanos com ritmos diferentes (que os seus futebóis têm), espaços de acção diferentes, intensidades diferentes, sentidos de objectividade também diferentes. Hoje em dia, um jogador menos talentoso e com menor índice de criatividade, tem, sempre, vantagem sobre o outro, caso apresente maiores capacidades de leitura de jogo, cultura táctica e objectividade.

"O futebol não é dos que brilham, é dos que ganham".

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Prospecção Internacional (Avançados)

Fredy Montero (Seattle)
Idade: 22 anos
Peso: 73kg
Altura: 180cm
Nacionalidade: Colombiano


Passou meia vida no Deportivo de Cali, do seu país, está agora na sua primeira experiência no estrangeiro, a jogar na MLS dos Estados Unidos e não lhe está a correr nada mal. Já leva 12 golos apontados e surge como um dos melhores marcadores de um Seattle que não luta propriamente pelo título. É um jogador muito forte tecnicamente, gosta de sair da área e procurar terrenos onde possa participar mais activamente na organização ofensiva da sua equipa. É dotado de um grande pontapé (a sua principal arma). Muito completo em todos os capítulos, é criativo e com bom sentido de golo. A idade ainda é de promessa, pelo que vai dar que falar.



Javier Hernandez (Chivas)
Idade: 21 anos
Peso: 62kg
Altura: 173cm
Nacionalidade: Mexicano


Aos 21 anos, é a nova coqueluche do futebol mexicano. A jogar no Chivas do seu país, tem até ao momento 8 golos na divisão maior do campeonato mexicano. Jogou ao lado de Giovanni dos Santos no Mundial de sub-20 de 2007 onde o México só foi eliminado pela campeã argentina. Hernandez é um ponta-de-lança muito frio na hora do golo, que usa bem os dois pés para finalizar, mas é no jogo aéreo (apesar da baixa estatura) que encontra a sua principal arma. Muito astuto a movimentar-se e escapar às marcações, jogador muito interessante para a Europa.



Wanderson (GAIS)
Idade: 23 anos
Peso: 75kg
Altura: 180cm
Nacionalidade: Brasileira


Este jogador brasileiro formado no Fortaleza e a jogar actualmente no GAIS da Suécia, que terminou o campeonato sueco no 11º lugar, entre 16 equipas, foi a grande figura da última prova do escalão maior do campeonato sueco. A jogar numa equipa que lutou pelos lugares de permanência, conseguiu ser o melhor marcador da prova com 18 golos marcados, não sendo um ponta-de-lança de área. É um falso 10, que gosta de aparecer em zonas de golo (onde realmente se destaca pelo seu instinto goleador). Joga bem com os dois pés, tem uma assinalável qualidade técnica, bate livres e penalties mas, na hora do golo, não tem pai para ele naquela região escandinava. Bola no Wanderson, é bola que irá irremediavelmente criar perigo. Muito talentoso e jovem, pode dar o salto já este Janeiro. Benfica, estava aqui uma óptima opção...

Vitor (Grémio) vence prémio e gera momento de comédia

O guarda-redes do Grémio Vitor que falei aqui foi o vencedor do prémio para o melhor guarda-redes do Brasileirão do ano de 2009. A competição agora finda elegeu ainda Diego Souza do Palmeiras - ex-Benfica - como o melhor jogador da prova, Adriano e Tardelli como os melhores marcadores e Dário Conca (do Flu) o ídolo da torcida.

O prémio de melhor "goleiro" gerou muitas reacções, pois apesar de não ser surpresa para mim a vitória do Vítor - que já venceu o ano passado -, o Bruno do Flamengo esperava ganhar. Eis a reacção do 'mengão' ao troféu conquistado pelo seu colega...

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Club de Regatas Vasco da Gama


O recente sucesso do 'Mengão' no Brasileirão fez a imprensa brasileira e também internacional exaltar os feitos dos canarinhos recém sagrados campeões brasileiros depois de quase duas décadas de interregno. Porém, muitos se esqueceram de destacar o regresso para o próximo ano de um dos históricos do futebol brasileiro: O Vasco da Gama.

O histórico clube onde se formou Romário, que já venceu por quatro vezes o escalão maior do futebol brasileiro e o Estadual do Rio de Janeiro por vinte e duas vezes, está de regresso e com o elenco que tem ao seu dispôr promete fazer um campeonato muito promissor.

O Vasco foi claramente superior a todos os outros na Série B 2009, onde se destacaram alguns jogadores de que já falei neste espaço e que na próxima época irão exponenciar, certamente, todo o seu futebol a uma maior dimensão. Um deles parece estar já mesmo de saída e logo para o... Benfica. Alan Kardec, segundo a imprensa, é reforço confirmado.

Nomes para o Brasileirão 2010 e Estadual Carioca:

Élton


Foi, talvez, a figura maior dos cariocas na época agora finda. Marcou 27 golos, arrecadou o prémio de melhor marcador da prova e resolveu muitas partidas para os vascaínos. Aos 24 anos assumiu-se seriamente como uma das próximas figuras do brasileirão. Tem um pé esquerdo mortífero na hora de finalizar. Apesar de possuir capacidade técnica assinalável, não é um jogador muito forte no poder de finta, concentrando-se em espaços centrais, onde procura com rápidos movimentos explosivos o pé esquerdo para visar a baliza.

Tem um porte físico invulgar para tanta agilidade (185cm, 84kg), joga bem de cabeça, muito frio a executar grandes penalidades e com óptimo sentido de posicionamento na altura de aparecer em espaços de finalização. Um Cardozo à brasileira... sem dúvida o melhor avançado da Série B no ano agora findo.

Ramon


aqui falei nele e quanto a mim será um dos próximos jogadores brasileiros a ter sucesso na Europa. Lateral Esquerdo de raíz, pode-se considerar ambidestro, é um dos maiores talentos formados recentemente no Brasil. Com 21 anos, é um jogador todo o terreno, com uma invulgar capacidade física de jogar numa intensidade de jogo muito alta durante os 90 minutos. Defende de forma agressiva e disputa todos os lances, ataca bom mestria e revela grande poder técnico para efectuar cruzamentos. Se a Europa ainda não o tiver descoberto, ele vai brilhar no próximo Brasileirão.

Dedé


Chegou agora ao Vasco e tem um porte físico que impressiona. 1,92cm e 88kg de força, agressividade, capacidade de desarme. Joga bem de cabeça e tem apenas 20 anos. Vai aparecer aos poucos...

Souza


Foi um dos mais utilizados nos sub-20 do Brasil no último Mundial. Jogador de amplos recursos técnicos, é também um destruidor de jogo com grande leitura táctica, sendo quase sempre o primeiro jogador da zona de transição ofensiva da sua equipa. Agressivo q.b., boa qualidade de passe, boa cultura táctica, apenas 19 anos. Vai brilhar!

Alex Teixeira


Também já aqui falei dele e quanto a mim é um dos jogadores da equipa mais próximos do perfil de jogador europeu, pronto a dar o salto. Alex é um jogador explosivo, com fino recorte técnico e capacidade de drible, mas que sabe usar o corpo e a capacidade de aceleração para criar desequilibrios. Não joga a um ritmo de brasileiro, sabe gerir bem o esforço e aparece muitas vezes em boas situações para finalizar. Vai ser o seu ano de afirmação absoluta!

Carlos Alberto


Sobejamente conhecido na Europa, o antigo jogador do FC Porto foi um dos grandes destaques da última Série B, onde apontou 9 golos. Aos 25 anos fez o processo inverso num rumo de carreira que aparentava estar em claro crescendo, sobretudo depois de se ter sagrado campeão europeu ao serviço do Porto. A ida para a Alemanha não correu bem e voltou de imediato ao Brasil. Jogador rápido e com grande qualidade técnica, joga bem sobre as faixas mas é como 10 que melhor explana o seu futebol. Ainda vai a tempo de inverter o rumo... muito talento!

Alan Kardec


Nunca se assumiu na equipa do Vasco como titular mas, graças ao grande Mundial sub-20 que fez, onde se destacou como a principal figura da equipa canarinha, a sua reputação aumentou - e de que maneira. Meia Europa falou nele, e parece que o Benfica ganhou a concorrência. Do que vi dele pareceu-me um jogador de área, mas capaz de procurar outros espaços. É um falso lento, finaliza bem com os dois pés, mas é de cabeça que mais se destaca. Frio e eficaz na hora de procurar o golo.

Philippe Coutinho


Esse mesmo. Para quem não o conhece, tem 16 anos. Vi-o com 14, numa altura que os responsáveis pela formação do Benfica assinaram um protocolo com o Vasco e sonharam com ele. Joga na posição 10, tem uma invulgar maturidade e qualidade de gerir os ritmos de jogo da sua equipa. Ao nível dos predestinados. Grande capacidade de drible em progressão e facilidade de penetrar em zonas de golo. É no entanto a assumir a batuta da organização do processo ofensivo da equipa que mais se destaca. Pelo que se fala, já terá assinado com o Inter de Milão mas apenas irá para a capital italiana aos 18 anos. Para o ano, aos poucos, poderá ser integrado nos profissionais e brilhar.

Banfield sagra-se campeão argentino


Ao fim de 113 anos de história, o modesto clube da província de Buenos Aires, sagrou-se pela primeira vez campeão da Argentina, apesar da derrota por duas bolas a zero no terreno do Boca Juniores. Há quem ainda não acredite, mas a verdade é que o Banfield fruto de um projecto sólido e de aposta em jogadores experientes, conseguiu o impensável. No estádio do Boca, e por respeito ao adversário, os jogadores do Banfield recusaram-se a dar a habitual volta ao relvado festiva.

Principais peças do Banfield

Santiago Silva


Aos 29 anos, e no seu segundo ano de Banfield, sagrou-se pela primeira vez campeão argentino. O uruguaio que passou pelo Beira-Mar em 2004/05 foi o melhor marcador da competição com 14 golos, o que lhe conferiu uma média de um golo por partida. Jogador de área, muito forte fisicamente e que disputa cada lance como se fosse o último. Trabalha muito bem para os seus companheiros mas foi na arte do golo que se destacou. Revelou um excelente sentido de oportunidade, remate seco e fácil com ambos os pés e, sobretudo, uma grande qualidade no jogo aéreo. O melhor jogador da prova, em termos de rendimento/eficiência/objectividade.

Christian Luchetti

Talvez pelo seu temperamento algo imprevisível tenha passado ao lado de uma grande carreira. O Chilavert argentino como é conhecido, passou toda a sua carreira no Banfield - onde apenas se aventurou dois anos no México - e aos 31 anos sagrou-se campeão da argentina, também pela primeira vez. É um guarda-redes com grandes recursos técnicos, daí ser habitual vê-lo a marcar grandes penalidades. Baixo para o lugar, mas muito ágil e com óptimos reflexos, foi uma das peças essenciais do Banfield.

Sebastian Méndez

Outro jogador da velha guarda, 32 anos, passagem por Espanha - 5 épocas no Celta de Vigo - destacou-se pela voz de liderança na defensiva, muita cultura de posicionamento e garra dentro da quadra. Deu a segurança defensiva necessária para a equipa conseguir pontos importantes fora de casa.
Walter Erviti

A estrela da companhia. Argentino que passou os últimos seis anos no México, voltou a casa para ser campeão. Formado no forte San Lorenzo da década de 90, tem um pé esquerdo muito talentoso, sendo um jogador que quando necessário pegou no jogo e carregou o Banfield à procura dos seus intentos. Já a caminhar a largos passos para as trinta primaveras, foi uma das peças mais importantes do título.
James Rodríguez

aqui falei nele, foi uma das surpresas da prova. 18 anos, o jogador mais novo da equipa, contribuiu decisivamente para os bons resultados do Banfield com excelentes exibições. A marcação cerrada de que Erviti era alvo fez com que ele assumi-se em muitas situações no processo de jogo ofensivo a batuta da sua equipa, tendo terminado a época com três golos e uma mão cheia de assistências para os seus companheiros. Tem um futuro muito risonho e o primeiro título da sua carreira tem certamente um sabor muito especial e aumentará certamente a cotação do seu passe.

sábado, 12 de dezembro de 2009

Prospecção Internacional (Defesas)

O Monstro do Vasco


Ramon (Vasco da Gama)
Idade: 21 anos
Peso: 65kg
Altura: 173cm
Nacionalidade: Brasileiro

Ramon surge nos dias de hoje como uma das maiores figuras do clube vascaíno e um dos grandes responsáveis pela sua subida de divisão e regresso à divisão maior do futebol brasileiro. Indisciplinado tacticamente, Ramon ganhou a alcunha de monstro pela forma como actua em campo. É um autêntico guerreiro, que disputa cada lance como se fosse o último da sua vida, aplicando em cada momento do jogo uma intensidade incrível. Joga como Lateral Esquerdo mas pode fazer também a posição do lado oposto pois joga facilmente com os dois pés. Defensivamente é forte, aguerrido, muito dificil de transpor em velocidade ou em duelos individuais é, contudo, no ataque que marca a diferença. Embalado é imparável, tem uma capacidade física acima da média e tira muito bem cruzamentos para a área. Ainda é algo desconhecido do público mas apreciem as qualidades do rapaz... que jeitaço dava em muitos clubes da Europa rica...